Control Freak http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br Fique por dentro das curiosidades, bizarrices e polêmicas saudáveis do universo dos games. Tue, 08 Oct 2019 13:10:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Habbo 2020 vem aí: 6 bizarrices absurdas que não podem ficar de fora http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/10/08/habbo-2020-vem-ai-6-bizarrices-absurdas-que-nao-podem-ficar-de-fora/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/10/08/habbo-2020-vem-ai-6-bizarrices-absurdas-que-nao-podem-ficar-de-fora/#respond Tue, 08 Oct 2019 13:06:02 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=184

Se você não jogou o Habbo original, então você é: 1) velho ou 2) uma pessoa zen e desinteressada em coisas materiais. De qualquer forma, azar o seu, pois perdeu um dos cantinhos mais deliciosos da internet antes de ela implodir com bots russos e pessoas brigando por política.

Nesta segunda, 7 de outubro, as redes sociais do jogo anunciaram o Habbo 2020, uma nova versão do game para substituir a antiga, já que o Chrome e o Firefox deixarão de ter suporte para o Flash, a famosa plataforma multimídia dos anos 90 que está finalmente saindo de cena.

O Habbo, em seu misto de tosquice, inocência e pioneirismo, marcou a vida de muita gente. Esperamos que os recursos abaixo sejam mantidos na nova versão para que novas gerações possam se traumatizar da mesma forma.

Todas as imagens deste post são cortesia do Brazilian Habbo Memes.

1) Tomar ban de 20 anos por roubar coisas de crianças inocentes

No Habbo, os móveis são chamados de mobis. Para consegui-los, é preciso comprar Habbo Moedas com dinheiro real e assim comprar os mobis para decorar seu quarto.

Também é possível trocar itens com os outros. Só que o Habbo permite que você dê um item e receba nada em troca da outra pessoa, desde que a outra pessoa seja tonta o suficiente para topar esse acordo.

Mas por que alguém iria trocar um item por nada? Ora, que bom que você perguntou! O pessoal mais experiente no jogo aplicava um golpe com os usuários novos que era basicamente assim: o golpista achava a vítima em alguma parte do jogo, como uma balada, os dois casavam e o golpista dizia à vítima que queria fazer uma casa para o casal, mas não tinha mobis para usar.

A vítima, que geralmente era uma criança ingênua que tinha acabado de começar a jogar, topava e entregava os itens. Aí o golpista excluía a vítima e pronto, estava aplicado o golpe.

Como o Habbo não tem ban permanente, aplicam-se os bans de 20 anos. Esperamos que a galera banida no Habbo 2020 volte no Habbo 2040.

2) Ter relacionamentos fluidos do Baumann

Se você nunca soube como é um relacionamento no Habbo, permita-nos apresentar o conceito:

CENÁRIO: BALADA

Pessoa 1: Oi
Pessoa 2: Oi
Pessoa 1: Tem namo?
Pessoa 2: Não
Pessoa 1: Quer namo?
Pessoa 2: Sim

Aí os dois se adicionam como amigos, vão para uma sala que simula uma igreja e lá haverá um jogador vestido de padre que irá casar os dois. Depois disso, o casal vai para um orfanato, adota um bebê e está formada a bela família.

Em menos de 10 minutos, mais ou menos, haverá um divórcio, uma traição ou um golpe para roubar os mobis uns dos outros.

3) Bullying e segregação social para quem não tem Habbo Club

O Habbo tem o Habbo Club, que basicamente é um serviço que custava uma mensalidade de Habbo Moedas todo mês. Em troca, você ganha roupas e mobis exclusivos e outras vantagens.

Como o capitalismo é cruel e implacável, o pessoal vestido com as roupas exclusivas do Habbo costuma se juntar numa sala e quem é pobre (ou seja, está vestido com roupas comuns) e OUSAR entrar na sala sofre bullying de geral até vazar.

Um erro muito comum de novas usuárias do gênero feminino era usar o cabelo “bacon”, disponível de graça para os avatares mulheres, e entrar nesses quartos.

Usou cabelo bacon na sala dos Clubs, era batata: linchamento virtual até a pessoa se sentir humilhada pelas próximas três gerações. Basicamente o Twitter hoje.

4) Usar asteriscos para fazer sexo

Habbo é um jogo para crianças e que não permite fazer muita coisa: basicamente você pode andar, sentar, conversar e acenar. Obviamente, não há qualquer mecânica que simule romance ou sexo.

PORÉM a necessidade é a mãe da criatividade, e é lógico que esses pré-adolescentes da mão peluda iriam dar um jeito, não é mesmo?

O modo de “transar” no Habbo é colocar asteriscos entre as frases trocadas no chat. Só que, como o jogo censura palavrões e termos obscenos e troca pela palavra “bobba”, o diálogo fica mais ou menos assim:

– *eu acaricio sua bobba*
– *eu tiro sua roupa e pego no seu bobba*
– *eu bobba sua bobba e faço bobba*
– *eu bobba muito*

É isso aí, minha senhora, seu filho e sua filha ficaram libertinos assim não por causa das más influências, mas por causa do Habbo Hotel mesmo.

5) Puxar saco de gerentes para ganhar emblema

Emblemas são itens raros e únicos que você pode exibir no seu avatar. Eles são conseguidos de várias formas, sendo que uma delas é vencer promoções. Quem escolhe os vencedores de cada promoção são os “gerentes”, pessoas contratadas pela Sulake (fabricante do Habbo) para moderar o jogo.

Possuir muitos emblemas no jogo era o equivalente a ser digital influencer hoje: você entrava num quarto e a galera voava para cima de você. Portanto, eram itens cobiçados.

E o que o pessoal que jogava há mais tempo fazia? Puxava o saco dos gerentes, óbvio! Todo mundo que era experiente no Habbo sabia que as promoções na verdade eram grandes panelinhas e que os ganhadores estavam sempre mancomunados com os gerentes.

Fica a lição para a vida, criançada: competência, empenho e trabalho duro não são nada perto de um bom “quem indicou”.

6) Role play de bebê disponível para adoção

Não há sexo no Habbo, então, para ter um filho, os casais precisam ir a orfanatos, que são salas com vários bebês disponíveis para adoção.

Só que os bebês não são apenas NPCs automáticos, e sim outros jogadores que assumem o papel de recém-nascidos, com roupinha e tudo.

O role play é selvagem, com os usuários “bebês” mandando diálogos como se fossem crianças mesmo e todo o cringe que acompanha esse tipo de situação.

7) Cobrar “respeito” como pedágio para entrar num quarto

Essa possibilidade foi meio que eliminada do jogo, mas resolvemos mencioná-la aqui pela nostalgia.

Uma das coisas que você podia dar aos outros jogadores do Habbo era o “respeito”, basicamente um recurso invisível que não servia para nada. Mas, como nossa sociedade está moralmente falida, até isso deram um jeito de escrotizar.

Antigamente, se você tentava entrar em um quarto não público, outro usuário poderia ficar na porta e bloquear o caminho. Para que o sujeito liberasse a passagem, você tinha que enviar respeito para ele (era possível “dar” três respeitos para cada pessoa). Basicamente, era um pedágio. Um pedágio que cobrava respeito.

Deu tanto problema que o Habbo adicionou um recurso para que o dono de cada quarto pudesse liberar a opção de “passar por dentro de outros jogadores” se quisesse. Nos quartos públicos, esse recurso estava sempre ativado.

Mas pensando por outro lado, o Habbo estava apenas educando os cidadãos de amanhã a respeito do capitalismo. Se hoje o Seu Juca, antigo Juquinha, não sente vontade de voar na cara dos cobradores quando é obrigado a pagar R$ 27,40 no pedágio para Riacho Grande (SP), é porque o Habbo ensinou que a vida é assim mesmo.

Obrigado, Habbo! Que você continue completamente insano em 2020.

Colaborou Jônata Nogueira.

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Mario Kart Tour e outros games “zikados” pelas microtransações http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/10/02/mario-kart-tour-e-outros-games-zikados-pelas-microtransacoes/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/10/02/mario-kart-tour-e-outros-games-zikados-pelas-microtransacoes/#respond Wed, 02 Oct 2019 11:00:23 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=168

Existe uma maldição no mundo dos games contemporâneos e o nome dela é free-to-play, ou “gratuito para jogar”. Esse modelo, também chamado de freemium e popularizado com os jogos casuais para celular como Candy Crush, geralmente consiste em lançar um jogo gratuito, mas que tem opções de compra de itens opcionais dentro dele. São as famosas microtransações.

O problema desse modelo é que ele geralmente é desonesto, escondendo partes essenciais do jogo atrás dessas pequenas compras. Às vezes são só algumas skins e armas, em outras são fases inteiras, modalidades de jogo, níveis de dificuldade, personagens jogáveis e até partes importantes da história.

Na semana passada, Mario Kart Tour reacendeu essa polêmica. Confira esse e outros jogos que deram o que falar devido a suas cobranças exageradas.

1) Mario Kart Tour

A Nintendo passou pelo menos uma década devendo um game bom de Mario para celulares. Quando esse jogo finalmente veio, em 2016, na forma de Super Mario Run, a gigante japonesa descobriu algo que a gente já sabia faz tempo: jogadores casuais não gostam de gastar dinheiro com jogos.

Isso porque o game custava (e ainda custa) mais de R$ 30 para ter todas as fases liberadas, um valor bem alto para um joguinho de celular. Nós não temos acesso aos números, mas podemos apostar que o jogo não vendeu tanto quanto os executivos da empresa queriam.

A solução encontrada pela Nintendo foi transformar seu próximo lançamento, Mario Kart Tour, em um jogo gratuito. Para compensar a nulidade do valor de compra, porém, a desenvolvedora encheu o jogo de microtransações. E foi aí que a coisa fedeu.

Quase todos os personagens de Tour começam bloqueados, incluindo o Mario. Para liberá-los, é preciso juntar rubis, recurso que você ganha disputando corridas, e usá-los para “disparar o cano”, que é a metáfora do jogo para suas loot boxes. Ou seja, mesmo se você gastar seus preciosos rubis com o cano do personagem que você quer, há chances de não consegui-lo.

O jeito mais rápido de conseguir rubis para quem não tem tempo ou paciência de ficar nesse grind eterno? Microtransações, claro. É possível comprar rubis na loja do jogo. Ou então abdicar de vez da sua dignidade e pagar R$ 74,90 para comprar o Mario diretamente. Para completar, o campeonato mais difícil (200 cc) é bloqueado e só pode ser acessado pagando uma mensalidade.

Desnecessário dizer, mas as microtransações predatórias neste jogo voltado para crianças geraram críticas violentas em veículos como MetroKotaku e Forbes.

2) Angry Birds Go!

Antes do primeiro Angry Birds, a Rovio já havia desenvolvido mais de 50 jogos, todos fracassados. Angry Birds era a última chance de a desenvolvedora de ser bem-sucedida. Quando deu certo e o jogo original começou a render, os executivos se viraram para o departamento de marketing e ordenaram: “monetizem esse negócio até a última gota”.

(Ou, pelo menos, é essa a cena que a gente vê na nossa cabeça quando tentamos justificar tanta tranqueira de Angry Birds nas telas e nas lojas.)

Eis que surge Angry Birds Go!, um clone de Mario Kart estrelado pelos passarinhos. O jogo era até decente, mas havia um problema: a campanha de marketing dele estava atrelada ao lançamento de brinquedos (chamados Telepods) que eram miniaturas dos karts mais poderosos do jogo. Comprando o brinquedo físico, você ganhava o kart dentro do jogo.

Como os preços tinham que ser equiparados, comprar apenas o kart dentro do jogo acabou custando o valor de um brinquedo. Os valores começavam modestos, com karts a US$ 3, mas chegavam ao absurdo número de US$ 100 para o carro mais especial de todos.

Isso sem falar em diversos outros problemas, como o fato de que os pássaros “se cansavam” de correr e você tinha que esperar até eles se recuperarem ou então pagar para poder continuar jogando.

3) Final Fantasy: All the Bravest

Nem mesmo o fã mais entusiasmado de Final Fantasy conseguiria encontrar desculpas para este caça-níqueis sem vergonha.

Para começar, este jogo de celular não era gratuito, o que não seria um problema em si se o jogo já viesse completo. Mas não.

Você começava com um punhado de personagens – para obter os outros 35, você precisava gastar US$ 1 por cada. Toda vez que um personagem morria, ele demorava três minutos para se recuperar, e a recuperação tinha fila, com apenas um personagem se restaurando por vez. Perdeu uma batalha e não quer esperar 1h30 para tentar de novo? Pague mais um dólar por uma “ampulheta” que recupera todo mundo instantaneamente.

A pior parte, entretanto, é que você pagava tudo isso por um jogo que quase não era um jogo. Você não tinha como gerenciar as lutas: os personagens faziam tudo sozinhos, bastava tocar neles para ativar o movimento.

Como as lutas de All The Bravest eram um carnaval maluco com mais de 30 personagens pixelados atacando juntos, a coisa ficava feia (no sentido literal) bem rápido.

4) Dungeon Keeper

Nós já comentamos o malfadado caso de Star Wars Battlefront II algumas semanas atrás, então escolhemos outras burrada da EA para este post.

O Dungeon Keeper de 2013 para celulares, levemente baseado no Dungeon Keeper original de 1997, era um jogo de defesa de torre no estilo de Clash of Clans. Você construía sua dungeon e a protegia contra invasões, além de invadir dungeons inimigas.

Só que, para construir sua dungeon, você precisava escavar blocos, e alguns deles demoravam bastante para serem escavados – de quatro até 24 horas. Com isso, você ficava impedido de realizar a função mais básica do jogo. A única maneira de circundar isso era usando joias, pagas com dinheiro real, para acelerar o processo.

Dungeon Keeper foi um fracasso retumbante de crítica, recebendo distinções como “injogável”, “perversão doentia”, “Farmville para gente ainda mais otária” e “um dos piores exemplos de um câncer que está acabando com o mercado”. Até o criador do original, Peter Molyneux, veio a público para chamar o jogo de “ridículo”. Uau!

Por causa de tudo isso, Dungeon Keeper geralmente é considerado o maior exemplo do fracasso do modelo freemium e se tornou um exemplo do que não fazer.

5) Asura’s Wrath

Até agora, os games desta lista foram todos para celular. Mas Asura’s Wrath foi um título triplo A para consoles lançado em 2012 pela Capcom, provando que até mesmo os grandes jogos não estão livres da praga das microtransações-opcionais-porém-obrigatórias.

Quando o jogo foi lançado, a história tinha 18 capítulos e terminava com um gancho. Todo mundo achou que aquilo era a preparação para uma sequência do jogo. Mas não: os capítulos de 19 a 22 foram reservados para um DLC do jogo com o preço de R$ 14,99.

Como o jogo foi um sucesso e muitos fãs se apaixonaram pela história, não é difícil entender que a decepção nos fóruns foi grande.

6) Plants Vs. Zombies 2

Para uma franquia que fez seu nome nos jogos para celular, até que Plants vs. Zombies se saiu muito bem com seu segundo jogo. Ele mantinha o que era bom no original e adicionava novos vilões, cenários e mecânicas para incrementar a experiência.

O único problema foi que a PopCap resolveu alterar uma das mecânicas essenciais: os cortadores de grama. Assim como no original, você posicionava suas plantas nas linhas paralelas do cenário com o objetivo de fazê-las defender seu jardim. Caso tudo falhasse, cada linha possuía um cortador de grama que funcionava como um último recurso, destruindo todos os inimigos naquela linha uma vez que fosse acionado.

Porém, em um dos updates de PvZ2, os cortadores de grama passaram a não reaparecer automaticamente a cada troca ou recomeço de fase. Uma vez que você havia gasto cada um deles, puff! Já era! Ele sumia e surgia um botão de “compre” no lugar.

Essa alteração radical de um elemento tão básico do jogo causou muita discórdia. O ápice foi um post do Reddit com mais de 2 mil comentários e um título que não podemos reproduzir aqui.

A controvérsia foi tanta que a PopCap e a Electronic Arts (é lógico que ela iria aparecer de novo nesta lista) voltaram atrás e recolocaram o respawn automático dos cortadores no jogo.

7) Evolve

Existe um motivo pelo qual, antes de morrer e ter seus servidores desativados, Evolve aparecia com descontos generosos em todas as promoções que a PSN e a Xbox Live faziam. Esse motivo se chama microtransações.

Quando foi lançado em 2015, Evolve custava R$ 200, mas, desde o primeiro dia, já tinha um conjunto de DLCs que somavam, juntos, o dobro disso. Quase todos os pacotes eram cosméticos (havia também alguns monstros exclusivos), mas, para um jogo cuja força era o multiplayer, colocar preços absurdos em skins certamente não era um bom negócio.

Esse modelo agressivo de monetização alienou tanto a comunidade que Evolve virou free-to-play em 2016 e teve os servidores desligados em 2018.

E isso sendo que Evolve estava hypado para ser o próximo grande shooter multiplayer do mundo. Fica a lição: microtransação não é ganha-pão de vacilão.

8) Paciência

O que poderia parecer mais maldoso do que enfiar microtransações no joguinho de Paciência que vem de fábrica no Windows? Pois foi exatamente isso que a Microsoft fez.

A versão do Windows 10 de Paciência (Solitaire, no original) tem anúncios de tela inteira. Não quer vê-los? É só pagar R$ 7,45 por mês ou R$ 54,95 por ano para removê-los.

Isso mesmo. Se você quiser jogar Paciência no Windows sem ver anúncios, tem que desembolsar 55 goldenshowers todo ano.

É nessas horas que a gente entende aquele trecho do filme de South Park…

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As 7 missões mais ridículas (e divertidas) dos games http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/25/as-7-missoes-mais-ridiculas-e-divertidas-dos-games/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/25/as-7-missoes-mais-ridiculas-e-divertidas-dos-games/#respond Wed, 25 Sep 2019 11:00:57 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=162

No meio dos tiroteios, infiltrações e corridas contra o tempo dos jogos, é bom às vezes ter um respiro. Um bom desenvolvedor sabe que uma pessoa vai jogar Bruxa de Blair pelos sustos, mas vai ficar pelo jogo da cobrinha.

Pensando nisso, selecionamos 8 das missões mais absurdas e esdrúxulas que já jogamos nos games.

1) Dirigindo o Sr. Tigre (Saints Row: The Third)

Em Saints Row: The Third, uma das missões de escolta não é com pessoas, e sim com um tigre. A tarefa tem o único objetivo de fazer com que você “domine seu medo” para enfrentar os vilões do jogo.

E aí você sai pelas ruas com um felino asiático de 200 kg no seu banco de passageiros.

O tigre arranha você de vez em quando e fica bravo se você colidir demais com obstáculos. Quanto mais barbeiro você é, mais bravo ele fica e mais te ataca, criando um ciclo perigoso.

Felizmente, é possível zerar a “barra de raiva” do tigre fazendo um cavalo de pau perfeito com o carro. Aparentemente, tigres gostam quando você dá uma de Toretto do Velozes e Furiosos.

2) Fique muito louco e atire em alucinações (GTA V)

Em GTA V, cada um dos três protagonistas, Michael, Franklin e Trevor, possui uma missão secundária chamada Grass Roots. As três começam do mesmo jeito: você precisa ir à banquinha de rua de um cara chamado Barry e comprar maconha dele. Mas cada personagem tem uma reação diferente à erva.

Michael alucina e começa a ver alienígenas, os quais precisa matar antes que eles o peguem. É possível, inclusive, que os aliens “abduzam” Michael – o que acontece é que ele sai voando e depois cai no asfalto.

Trevor também alucina, mas o que ele vê são palhaços, que também precisam ser derrubados. Já Franklin, o único dos três acostumado a fumar maconha, não tem nenhum delírio.

Maconha, aliens e palhaços. Adicione o Adam Sandler e você tem um filme bom aí.

3) Atire na cara deste sujeito (Borderlands 2)

Nós não inventamos esse nome – “Atire na cara deste sujeito” é, literalmente, o nome desta missão em Borderlands 2.

Basicamente, você precisa encontrar um NPC chamado Face McShooty (mas que belo trocadalho) e atirar no rosto dele.

Precisa ser no rosto. Se você atirar em outra parte do corpo, ele vai reclamar que não foi no rosto. Se você não fizer nada, ele vai reclamar que ninguém atirou na cara dele ainda. Sua única saída é fazer a vontade do homem.

4) “Matou a mãe e f***u o pai” (Assassin’s Creed Odyssey)

Em Assassin’s Creed Odyssey, você pode namorar e se deitar tanto com NPCs homens quanto com mulheres, independentemente do gênero do seu personagem.

Na missão Family Values (“valores de família”), você encontra um homem dentro de uma jaula e um casal do lado de fora falando com ele. Você descobre que o casal são os pais do homem, que se chama Supideo. Ele consultou um oráculo e descobriu que irá machucar os pais, por isso se trancou na jaula, tentando impedir que a previsão aconteça.

Sua missão é encontrar a espada e o escudo de Supideo para que os pais possam se defender dele. Você encontra o escudo com uma ladra em uma caverna, a qual você mata, e a espada na cidade com um ferreiro, com quem você transa.

Quando você retorna a Supideo e seus pais para entregar os itens e contar como os conseguiu, vem a revelação: Supideo, na verdade, é filho adotivo e seus pais reais são o ferreiro e a ladra. “Você matou a mãe e f***u o pai”, diz o pai adotivo de Supideo.

O rapaz até questiona: “mas a profecia disse que meu pai iria gritar em agonia!”. E você, muito transão: “ah, ele gritou, pode ter certeza”.

5) Comprando pornô para uma criança inocente (Yakuza 0)

Na missão “Shrink-Wrapped Dream” (“sonho embalado em plástico”), você encontra uma criança descrita pelo jogo apenas como “garoto inocente”. Ele pede a você que compre um item de uma máquina automática em um beco escuro.

Quando você chega até a máquina, fica claro que o que o moleque quer é uma revista erótica. E você, um homem respeitável tentando limpar seu nome, faz o quê? Isso mesmo, compra a revista pro garoto, porque só se vive uma vez.

Mas, pelo menos, você avisa antes para que ele não esconda a revista embaixo da cama – “Não é tão seguro quanto você pensa”. Sábias palavras.

6) O clube de fetiche de fraldas (Yakuza Kiwami 2)

Yakuza volta à lista com esta missão maravilhosa em que você é confrontado por alguns capangas na rua e consegue derrotá-los. O chefe dos bandidos, como pedido de desculpas, convida você para entrar na casa noturna que ele alugou para a noite.

Você entra, claro, e logo encontra o chefe e os capangas vestidos com fraldas. E é aí que cai a ficha: o Be My Baby é uma casa noturna de fetiches onde homens podem se vestir e agir como bebês. Obviamente, eles querem que você se junte à festa.

As coisas ficam feias e logo você está lutando contra um monte de mafiosos de fraldas. Coisa linda de se ver.

7) Fazendo cross-dressing bêbado (The Witcher 3)

“No Place Like Home” é uma missão de The Witcher 3 em que Geralt e outros dois amigos witchers ficam completamente bêbados e resolvem chamar algumas feiticeiras do Lodge (uma irmandade) para uma festinha particular.

Para se comunicar com as feiticeiras, é preciso usar o megascope, uma espécie de videofone do mundo mágico de The Witcher.

O primeiro problema dos três patetas é achar que as feiticeiras irão recusar o convite se eles não estiverem parecidos com elas. Por isso, eles se vestem com as roupas de Yennefer (aquela do unicórnio).

O segundo problema é que os três cross-dressers ligam para o lugar errado. Em vez do Lodge, eles alcançam um sujeito fazendo cocô.

E é por isso que amigos de verdade não deixam os amigos bêbados usarem o celular.

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Se arrependimento matasse: 11 péssimas decisões da indústria dos games http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/18/se-arrependimento-matasse-11-pessimas-decisoes-da-industria-dos-games/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/18/se-arrependimento-matasse-11-pessimas-decisoes-da-industria-dos-games/#respond Wed, 18 Sep 2019 11:00:12 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=144

A falta de juízo, ela acontece para todos, não é mesmo? Você pode até dizer pros seus amigos que nunca tomou uma decisão errada na vida, mas Jesus tava vendo quando você estourou o cartão de crédito comprando skin de LoL.

Veja a seguir 11 casos em que as decisões equivocadas custaram caro para a indústria dos games.

1) A festa de lançamento de God of War 2

Em 2007, a Sony realizou uma festa de lançamento de God of War II para jornalistas no Reino Unido que caprichou na caracterização: havia bebidas típicas, um ator vestido de Kratos, modelos colocando uvas na boca dos convidados e… um bode decapitado.

Sim, aparentemente o departamento de marketing achou ok que, no meio da festa, fosse apresentado o cadáver de um bode para a galera.

O tabloide britânico Daily Mail, que não compareceu ao evento, conseguiu o arquivo digital da reportagem da Official UK PlayStation Magazine que cobria a festa e publicou em suas páginas. Só que, detalhe: o jornalista que assinou a matéria da PlayStation Magazine também não tinha ido ao evento – ele escreveu o relato com base no panfleto que servia de convite.

Segundo a matéria do Daily Mail, que tinha o glorioso título “Carnificina: Horror na festa de promoção depravada da Sony com bode decapitado”, o animal teria sido colocado na mesa ainda quente e os jornalistas presentes teriam sido convidados a retirar suas entranhas com as mãos.

A Sony, provavelmente estapeando-se pela estupidez de seus colaboradores, fez um recall das 80 mil cópias da revista que iam para as bancas e emitiu um comunicado de esclarecimento. Segundo ela, o bode foi comprado já morto de um açougueiro local e devolvido a ele depois do evento, e ninguém foi convidado a tocar a carcaça em nenhum momento. O bode tinha em seu corpo uma sopa tradicional grega, mas a que foi servida aos convidados veio direto da cozinha, e não do cadáver. Além disso, foi dito que o panfleto-convite “empregava certa hipérbole para encorajar o comparecimento”.

Não sabemos o que é melhor nessa história – os jornalistas escrevendo sobre coisas que não apuraram, a decisão desastrosa de usar bicho morto como item de decoração ou o termo “empregando certa hipérbole”. Na próxima vez que você mandar um e-mail pra sua equipe chamando todo mundo de preguiçoso e alguém reclamar, diga que você estava “empregando certa hipérbole” para encorajar que trabalhem melhor.

2) Tudo que a Sega fez entre 1991 e 2001

A história do declínio da Sega não se resume em um único erro, mas sim numa catastrófica sucessão deles.

O lançamento do Mega-CD em 1991, por exemplo, um periférico para o Mega Drive que tocava CDs, mas não oferecia nenhuma real melhora na experiência; o lançamento do 32X, outro periférico que prometia aumentar a potência do console, mas que acabou retalhado até a versão inútil que chegou às lojas; a baixa capacidade gráfica do Sega Saturn, que não conseguia competir com o PlayStation em força bruta; a ineficiência de todas as divisões da empresa em recrutar estúdios terceirizados para desenvolver jogos para suas plataformas – tudo isso foi crucial na derrocada da casa do Sonic na segunda metade dos anos 90.

O prego final no caixão, é claro, foi o Dreamcast, que recentemente completou 20 anos de seu lançamento no Ocidente (no Japão, foi lançado em 1998). O console era bom, mas só se fosse para competir com o PlayStation, que já tinha três anos de mercado e estava saindo de cena. Quando o PS2 chegou em 2000, o Dreamcast já não tinha mais chances.

Para completar, o Japão passou por uma crise financeira no começo deste século que dificultou a vida das empresas por lá. Em janeiro de 2001, a Sega anunciou oficialmente a descontinuidade do Dreamcast e que a empresa passaria a focar exclusivamente em desenvolver software.

A companhia hoje está no verde, preservando seu personagem principal, Sonic, nas plataformas Nintendo e desenvolvendo títulos como os da franquia Yakuza.

3) A Nintendo ajuda a criar o PlayStation

O modelo original do SNES, lançado em 1990 no Japão e em 1991 no Ocidente, tinha uma entrada misteriosa que ninguém sabia para o que era. Logo surgiram rumores de que a Nintendo planejava lançar um leitor de CD-ROMs para o console, o que era um estratégia para que o aparelho não fosse batido pelo concorrente Sega CD.

E a quem a Nintendo recorreu para criar esse periférico? Sim, a Sony. A parceria foi firmada oficialmente e as duas companhias trabalharam juntas no que seria chamado de SNES CD-Drive, anunciado ao público em 1993.

O aparelho funcionava, só que descobriu-se que o SNES não tinha poder de processamento suficiente para lidar com os dados. A única saída seria criar um novo console. A Nintendo, a essa altura, já tinha percebido que o SNES seria um sucesso de qualquer forma e encerrou o projeto.

Aí a Sony ficou com todo aquele hardware protótipo nas mãos e uma pergunta na cabeça: “o que fazer com isso?”. A resposta era óbvia: um console próprio. O primeiro protótipo de PlayStation, criado em 1991, era inclusive capaz de ler tanto CDs como cartuchos de SNES. A primeira versão comercial, lançada em 1994, rodava CDs exclusivamente. E o PSX acabou se tornando um sucesso absoluto, o primeiro console a vender mais de 100 milhões de unidades.

A sorte da Nintendo é que ela ainda tinha algumas cartas na manga para sobreviver à próxima geração de consoles com seu N64, que ainda era baseado em cartuchos. Basicamente, a Nintendo é que nem aquela tia que prefere usar máquina de escrever porque “não consigo me acostumar com computador” até o dia em que o gato cai na máquina, é prensado, morre e a tia fala “mas vocês também não me avisaram!!”.

4) N-Gage, o Game Boy da Nokia

O ano é 2003. A finlandesa Nokia surfa na onda da popularidade de seus celulares, sem saber que, dali a quatro anos, Steve Jobs irá destruir completamente tudo que ela ama. Nesse último suspiro de glória antecedendo o tombo, os executivos da Nokia dão um tempo na natação em seus cofres de dinheiro, param e pensam “hum, como é que nós podemos f**er com tudo”?. Surge o N-Gage.

Na teoria, o N-Gage era perfeito: um híbrido de smartphone e console portátil capaz de rivalizar tanto com o Game Boy quanto com os aparelhos de telefonia.

Na prática, porém, era um pesadelo: caríssimo (US$ 299, o preço de um PlayStation), com formato estranho, seleção pequena e fraca de games e bateria de vida curta. Claramente, o dinheiro gasto no marketing deveria ter sido voltado para o desenvolvimento do produto.

O objetivo era vender 6 milhões de unidades em 2003, mas a Nokia só conseguiu um terço disso. Dois anos depois, em 2005, a empresa já admitia que o N-Gage era um fracasso. Você, Sonysta que está aí dando risada, lembre-se que o Xperia Play foi um fracasso idêntico, mas em 2011, quando as pessoas dessa indústria já deveriam ter criado noção.

Quem somos nós para opinar, não é mesmo, mas nossa sugestão é que a Nokia teria se dado melhor investindo em armas de guerra.

5) O lançamento do PlayStation Move

O Wii foi um chacoalhão necessário no mundo dos consoles caseiros, ultrapassando em vendas o PS3 e o Xbox 360 e obrigando Sony e Microsoft a se reinventarem para manterem seus aparelhos relevantes.

A Microsoft respondeu com o Kinect. Já a Sony resolveu lançar o Move, um controle com sensor de movimentos que parecia muito com o do Wii, mas era tecnicamente superior. O primeiro problema é que, para usar o Move, você precisava da câmera PlayStation Eye. O segundo é que a maioria dos jogos poderia ser jogada perfeitamente com o DualShock, então a biblioteca de suporte ao Move foi minguando.

A própria Nintendo subverteu o jogo quando seu Wii U foi anunciado tendo um controle tradicional, mas a Sony insistiu no Move, que hoje é compatível com o PlayStation VR, embora quase ninguém use.

E tudo isso sem falar no elefante na sala: o Move parecia um dildo. Sério. Sério mesmo. Tem até tutoriais na web ensinando a transformá-lo num dildo de verdade, mas o Jurídico nos proibiu de linkar.

6) A EA estraga tudo com Star Wars Battlefront 2

Para colocar as coisas como elas são: Battlefront 2 foi um marco na história dos games de como as loot boxes podem ser prejudiciais para a experiência de jogo e para a reputação de uma marca.

O primeiro Battlefront tinha irritado os jogadores por causa dos DLCs. Levando isso em conta, a Electronic Arts mudou a estratégia para a sequência: os DLCs seriam gratuitos e o lucro do estúdio viria com as loot boxes.

O problema é que os itens distribuídos via loot boxes não eram apenas cosméticos, como em um Team Fortress da vida. Eles incluíam Star Cards, cartas que podem ser equipadas nos personagens e rendem habilidades diferentes, aumentos de atributo, melhoras na recuperação de energia e afins. Além disso, acumular Star Cards de uma classe específica aumenta o nível da classe, liberando mais opções de criação de cartas.

Isso tudo significa que as Star Cards eram essenciais para avançar no modo multiplayer do jogo. É verdade que era possível consegui-las apenas jogando, mas as recompensas conseguidas nas caixas dentro do jogo eram randomizadas e demorava até você conseguir o que queria. O progresso era lento. Portanto, a forma mais rápida de conseguir acesso aos itens bons era pagando por cristais na loja e trocando-os por loot boxes cujas recompensas eram aleatórias – elas poderiam ou não dar o que você queria. É o famoso “pague para ganhar” (“pay to win”) misturado com aposta.

Esse sistema é bem conhecido dos jogos de celular, mas utilizá-lo com tal peso em um título AAA para consoles foi um escândalo. A polêmica online durante o lançamento foi gigantesca, com os representantes da EA tendo que fazer sucessivas declarações de que estavam ouvindo a comunidade e, ao mesmo tempo, falhando em ouvir a comunidade.

O jogo sofreu inúmeras alterações nas primeiras semanas e, antes mesmo de completar um mês, ele já havia custado à EA mais de US$ 3 bilhões em ações despencadas. Virou até caso de justiça.

Em março de 2018, o jogo sofreu alterações radicais no sistema de loot para eliminar o aspecto “pay to win”. Mas o estrago já estava feito.

E é por isso que, na E3 deste ano, a Electronic Arts veio com o rabo entre as pernas dizer que Fallen Order será “Sem microtransações. Sem loot boxes. E não, nós não vamos adicioná-los. É uma história single-player de Star Wars para aqueles que estão prontos para se tornarem Jedi”.

Isso é que é aprender com os próprios erros!

7) A decisão da Steam de cobrar por mods

Mods são, provavelmente, um dos poucos elementos da cultura gamer que ainda retêm alguma pureza em seu conceito.

Não, não estamos falando dos mods que permitem ver os Sims fazendo oba-oba realista e afins. Esses você taca na fogueira e queima. Estamos falando de mods bacanas como armas e skins diferentes, alterações de voz e tudo que inclui o Bob Esponja.

Em abril de 2015, a Steam resolveu cobrar dinheiro dos usuários pelos mods baixados, transformando o que era um hobby em um produto. Falando mais especificamente, a Steam passou a permitir que os modders tivessem uma loja dentro do jogo Skyrim para vender seus mods. O problema era bem óbvio: essa prática alterava a lógica de produção de mods, deixando de lado o fator diversão em nome do fator lucratividade. Era um belo chute no traseiro da comunidade.

Skyrim seria o primeiro jogo a ter o recurso, com outros títulos também ganhando a opção em seguida. Mas o feedback foi tão negativo que a Steam resolveu cancelar tudo apenas quatro dias após o anúncio da pataquada. Até a Bethesda, produtora de Skyrim, teve que se desculpar pelo erro.

“Fizemos isso [cancelar a mudança] porque está claro que não entendemos o que estávamos fazendo”, dizia o pedido de desculpas da Steam, num post hoje deletado. Well, no shit, Sherlock.

8) O preço do 3DO

Já que estamos falando da EA (e, acredite, esta lista poderia falar só dela), não podemos deixar de citar o 3DO.

Em resumo, Trip Hawkins, o mesmo sujeito que fundou a EA, também fundou em 1991 a 3DO Company, uma empresa ambiciosa cujo objetivo era produzir um novo e revolucionário console, o 3DO Interactive Multiplayer. Só havia um problema: a empresa não tinha dinheiro para fabricar o console. A solução foi licenciar o hardware para outras fabricantes, como a Panasonic e a Sanyo.

Só que ninguém parou pra pensar que licenciar o hardware significaria que a margem de lucro precisaria ser bem maior para que o produto fosse vantajoso para todos os envolvidos. Com isso, os preços para o consumidor foram inflacionados. O console foi lançado em 1993 com o preço exorbitante de US$ 699 (a versão da fabricante FZ-1). Para se ter uma ideia, um PS4 Pro hoje tem o preço de tabela de US$ 399.

A promessa era de que os gamers teriam o produto mais tecnicamente poderoso do mercado – algo que a gente escuta toda vez que a Sony e a Microsoft decidem anunciar qualquer coisa.

Com o tempo, os preços baixaram, mas a biblioteca limitada de jogos, os problemas de gestão e a chegada do competidor PlayStation mataram o console, que ficou conhecido por receber vários jogos pornográficos no fim de sua vida. O 3DO foi descontinuado em 1996.

9) O medo da Telltale de arriscar

Com o sucesso razoavelmente inesperado de The Walking Dead, a Telltale deixou de ser um estúdio pequeno e desconhecido e se tornou uma marca com pedigree, atrelada à ideia de jogos criativos e autorais. Não demorou para que o estúdio emplacasse contratos com franquias famosas como Game of Thrones, Batman e Guardiões da Galáxia.

Só que a Telltale acabou sendo vítima da própria ganância. De acordo com uma extensa reportagem publicada pelo site The Verge em 2018, o sucesso repentino também levou a uma rixa interna dentro da empresa, com o alto escalão exigindo que os novos jogos seguissem sempre a mesma fórmula de The Walking Dead.

Além disso, a Telltale sofreu por não renovar sua própria engine, que, com o tempo, passou a ficar defasada até mesmo em comparação com jogos indie.

A Telltale pediu falência em 2018 e, em 2019, foi comprada por uma holding americana que reativou o estúdio. O negócio sofreu críticas porque a compradora, LCG Entertainment, só ofereceu cargos de freelance para os antigos funcionários, o que, para muitos no ramo, é um sinal amarelo.

10) Tudo que a Atari fez em relação a E.T.

O desenvolvimento do jogo de E.T., baseado no filme blockbuster de Steven Spielberg, é uma lição sobre como a ganância pode arruinar um negócio.

A Atari encomendou o jogo com o prazo ridículo de desenvolvimento de cinco semanas e meia (julho a setembro de 1982) para aproveitar as vendas de Natal. Com tão pouco tempo pra ser feito, o jogo simplesmente não teve testes de qualidade e saiu para as lojas completamente bugado.

Como se isso não fosse ruim o suficiente, a Atari supostamente também encomendou um número excessivo de cartuchos do jogo – tanto é que, mesmo se cada dono de Atari 2600 comprasse um, ainda sobraria um milhão de cartuchos no estoque. E todo mundo sabe onde foram parar esses cartuchos, certo?

E.T. foi universalmente criticado por sua ruindade e os efeitos de seu fracasso resultaram, em parte, na Crise dos Videogames de 1983. O revés financeiro foi tão forte para a Atari que a empresa entrou em crise e foi fechada em 1984 – uma de suas divisões, a Atari Games, foi mantida, transformada em Midway Games em 1998 e fechada em 2003.

11) Tudo relacionado a esta imagem

Quem aprovou isso deveria estar louco de drogas.

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As 10 armas mais absurdas já usadas em videogames http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/11/as-10-armas-mais-absurdas-ja-usadas-em-videogames/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/11/as-10-armas-mais-absurdas-ja-usadas-em-videogames/#respond Wed, 11 Sep 2019 12:57:16 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=129

Armas de videogame são aquela coisa: quanto mais ridículas e exageradas, melhor. Afinal, a gente não obriga nossos personagens a desenvolver escoliose carregando 15 espadas diferentes no inventário à toa. Queremos ter opções, caramba!

Essas são nossas escolhas para as armas mais tresloucadas dos jogos.

1) Boneco vodu (Blood)

O boneco vodu é uma arma presente no jogo Blood (1997) e sua sequência, Blood II (1998), ambos para PC. Você joga como Caleb, um pistoleiro em busca de vingança contra o demônio Tchernobog, para quem Caleb trabalhava.

Boa parte da graça de Blood, um herdeiro direto de Doom, era a violência exagerada, com explosões de sangue, inimigos clichês indo pelos ares e armas criativas como um lança-chamas caseiro e um lançador de napalm.

O boneco vodu era a melhor de todas. Quando você “atirava”, Caleb espetava uma agulha aleatoriamente no item e o inimigo mais próximo sofria um ferimento fatal. No modo multiplayer, o local onde a agulha atingia o alvo tinha efeitos particulares: na virilha causava dano extra, enquanto nos olhos fazia a tela do adversário ficar coberta de sangue.

Ah, e se não houvesse nenhum inimigo à frente, quem sofria o dano era o próprio Caleb. Com vodu não se brinca!

2) Dildo fluorescente (Saints Row)

Ah, Saints Row. Provavelmente há mais armas malucas nessa franquia do que pessoas revoltadas com problemas de servidor em PUBG.

Precisamos comentar essa belezinha que é o Penetrator, que pode ser comprado no terceiro jogo e é uma skin para o taco de beisebol.

Definitivamente, um acessório que permite muitas picardias. Você sai por aí balançando essa roliça arma melee, sarrando inimigos desavisados e sentando o pau nos criminosos.

Nota 10 para a performance.

3) Gato-metralhadora (S.K.I.L.L. Special Force 2)

S.K.I.L.L. Special Force 2 é a versão multiplayer online do jogo Special Forces 2 e, por coincidência, desativou seus servidores no mês passado, deixando uma legião de fãs carentes.

Do que sentiremos mais falta? Com certeza da “Cat Gun”, uma metralhadora que, na verdade, é um gatinho fofo. Ele solta as balas pela boca e, para recarregar, basta acariciar o bichano.

Os devs de S.K.I.L.L. poderiam ter sido mais ousados e ter feito o gato vomitar bolas de pelo em vez de projéteis? Sim, poderiam. Mas estamos reclamando disso? Sim, pensando bem, estamos, sim.

4) Chapéu cortante (007 Nightfire)

O universo de 007 é cheio de coisas irrealistas, como lutas contra cobras gigantes na Amazônia, esconderijos secretos dentro de vulcões ativos e Denise Richards interpretando uma cientista nuclear.

Um desses elementos bizarros, mas muito querido pelos fãs, é o vilão Oddjob, um capanga de Goldfinger no filme 007 Contra Goldfinger. Quando o longa foi adaptado para os games no maravilhoso GoldenEye 007, para N64, você poderia assumir o papel de Oddjob no multiplayer, o que era especialmente irritante, já que o personagem era baixinho e não podia ser atingido com a mira automática. Muitas amizades foram perdidas por causa de Oddjob.

Oddjob voltou em 007 Nightfire ainda pior: agora era possível utilizar sua arma característica, uma cartola com lâminas de aço que causa morte instantânea nos adversários (e nos possíveis amigos restantes que você ainda pudesse ainda ter).

A arma só tinha uma munição (óbvio) que ressurgia de forma meio errática, então havia esse problema. Mas, no geral, encontrar com Oddjob no multiplayer era certeza de morte. O que não muda o fato de que estávamos matando inimigos com um chapéu ridículo.

E você achando que o Kung Lao tinha aprendido tudo com o Raiden…

5) Disparador de espadas (Borderlands 2)

O nome desta arma de um DLC de Borderlands 2 é “SWORDSPLOSION!!!”. Sim, com a caixa alta e com os pontos de exclamação.

Então, por favor, nos permitam escrever este texto da forma adequada.

MANO!!! ESSA É UMA ARMA QUE DISPARA UMA ESPADA!!! UMA ESPADA, VÉI!!! E A ESPADA, ELA EXPLODE!! SIM, ELA EX-PLO-DE EM TRÊS ESPADINHAS MENORES!!! E AS TRÊS ESPADINHAS MENORES EXPLODEM TAMBÉM!!! NEIVA DO CÉU!!!

6) Mr. Slave (South Park: The Stick of Truth)

Incluir este item nesta lista é quase trapacear, já que The Stick of Truth é um RPG, e não um shooter, e Mr. Slave é um summon, não uma arma. Mas, para os personagens digitais que estão morrendo, tanto faz se é Ivete ou Shakira, não é mesmo? Eles vão ser eliminados de qualquer jeito.

Depois de realizar uma missão no jogo, você ganha acesso ao summon do Mr. Slave. O personagem, um arquétipo gay sadomasoquista, tira as calças, vem correndo e senta em cima do inimigo, descendo lentamente até o abarcar por inteiro.

Aguardamos ansiosamente um quadrinho do Mr. Slave na próxima Bienal do Livro.

7) O fuzil que grita (Borderlands 2)

Borderlands 2 precisa voltar à lista porque a arma mais impertinente de todos os tempos se chama Bane e está nele. Você consegue acesso a ela após cumprir uma das missões paralelas.

A Bane tem uma particularidade: ela tem diálogos. As falas incluem “yeahyeahyeahyeahyeahyeah” (infinitamente, quando atirando), “swapping weapons”, “reloooooad”, “boom” e “ratatatatata”. Todas faladas numa voz aguda extremamente irritante e que não desaparece nem se você diminuir o volume do jogo para zero.

Além da voz, a arma também diminui bastante sua velocidade e sua acuidade. Em troca, tem alto poder de fogo. Mas é aquele velho dilema: o dano que tu causas vale o desgraçamento que tu sofres?

8) O lança-chamas pélvico (Dead Rising 3)

Em Dead Rising 3, você precisa enfrentar sete vilões, cada qual representando um pecado capital. Entre eles está Dylan Fuentes, que representa a luxúria. Trata-se de um vilão pervertido que faz piadas sexuais e que pede para você dançar pole dance no meio da luta (?!?).

Derrotando Dylan, você ganha a arma dele, chamada Lust Cannon, um lança-chamas colocado em frente à pélvis. Nick, o herói do jogo, pode usar essa arma para lançar ataques de fogo e de gelo, sempre com movimentos sexuais muito sugestivos. Aliás, são TÃO sugestivos que dava para a gente incluir na lista de sensualizações fracassadas que publicamos semanas atrás.

Para efeito completo, sugerimos usar a skin Banana Hammock (vista na tela acima e também conhecida como maiô do Borat).

9) Lançador de galinhas (Redneck Rampage)

Redneck Rampage é um shooter para PCs lançado em 1997 e atualmente disponível pela Steam. Para o ano em que saiu, RR é até um jogo muito bem feito, com gráficos bonitos e um gameplay eficiente.

Você encarna dois irmãos caipiras numa cidadezinha do interior que precisam lutar contra uma invasão alienígena e recuperar sua querida porca de estimação Bessie (pois: prioridades). As armas são típicas da temática “caipira” e incluem pistolas, dinamite e até um lançador de serras circulares.

Mas nosso preferido é a balestra (a partir de 2:23 no vídeo acima), pelo simples fato de você poder equipá-la com galinhas explosivas. Sim, galinhas! E elas são surpreendentemente efetivas, embora um pouco penosas de manipular.

Pois todo mundo sabe que não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos e não dá para fazer picadinho de alien sem explodir galinhas.

10) Peido de unicórnio (Red Faction: Armageddon)

Armageddon, lançado em 2011, foi o quarto e último jogo da franquia shooter Red Faction, que foi pra geladeira devido às baixas vendas do título. Uma pena, porque o jogo nem era ruim.

Pelo menos Armageddon fechou a série com chave de ouro ao nos apresentar Mr. Toots, um unicórnio branquinho que peida um raio destrutivo multicolorido. Você sai por aí apontando o furico do bichinho para seus inimigos e apertando alguma parte misteriosa do animal para fazê-lo peidar. Sim, os efeitos sonoros apropriados acompanham cada disparo.

E que lindo é ver os adversários explodindo em lindos raios de arco-íris quando atingidos pelo peido mágico! Realmente um toque de fofura muito bem-vindo no meio de toda essa selvageria. Queremos mais unicórnios em jogos de tiro, por favor.

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Os 10 simuladores de namoro japoneses mais malucos que existem http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/04/os-10-simuladores-de-namoro-japoneses-mais-malucos-que-existem/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/09/04/os-10-simuladores-de-namoro-japoneses-mais-malucos-que-existem/#respond Wed, 04 Sep 2019 11:00:45 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=110

Simuladores de namoro existem no Japão desde os anos 80 e sempre foram uma maneira para aquela sociedade conservadora encontrar alívio das aflições sociais. A popularidade desse tipo de jogo no país é tão grande que tem gente que efetivamente prefere os companheiros virtuais às pessoas reais.

Com o surgimento dos smartphones, os dating sims se espalharam pelo mundo e, hoje, é possível acompanhar de perto os mais populares na terra do Sol nascente. E é claro que não faltam bizarrices!

1) Case com sua namorada alpaca em PacaPlus

Quem não ama alpacas, não é mesmo? Kazuma Saeki, o protagonista de PacaPlus, é um fã inveterado desses animais fofinhos, tanto é que ele chama sua namorada, Yukari Izumi, para visitar um zoológico só de alpacas.

No dia seguinte, porém, algo estranho acontece: Kazuma agora enxerga Yukari como se ela fosse uma alpaca! O resto do mundo ainda a vê como um ser humano, mas, aos olhos de Kazuma, a criatura que ele beija e abraça se transmutou num quadrúpede da região dos Andes.

A partir daí, a história se desenvolve como tradicionalmente num anime tipo “slice of life”, com a diferença que o interesse amoroso do protagonista é uma alpaca. Dependendo das suas decisões, dá até para casar com ela – como humana ou como alpaca, você escolhe.

2) Conquiste pedaços de carne em The Bacon Lettuce Biographies

Este é o único game da lista em que o romance é gay – isto é, se você aceitar que os outros garotos que seu personagem pode namorar têm o formato e o nome de pedaços de carne.

São seis candidatos, entre eles “Filé” e “Atum”. Como o jogo está inteiro em japonês (e pode ser baixado de graça), não sabemos exatamente como são os diálogos, mas este vídeo do YouTube mostra que o final ruim tem alienígenas, portanto nós do Control Freak damos para este jogo a nota 10 de 10. Afinal, não tem como um jogo em que você namora carne e encontra alienígenas ser ruim.

3) Hatoful Boyfriend e o apocalipse dos pombos

Você é a única garota humana que sobrou no Japão após algum evento apocalíptico que transformou todo mundo em pombo. A sociedade, porém, continua funcionando e você precisa ir à escola, trabalhar e realizar atividades junto da pombarada.

Seu objetivo é estabelecer relações com todos os pombos – para platinar o jogo, é preciso namorar todos eles. Mas as coisas podem dar errado também e, caso você descubra demais, os pombos podem ir até a caverna onde você mora e te matar durante a noite.

Hatoful Boyfriend tem pombos lutadores, pombos empreendedores, pombos motoqueiros, pombos carteiros, pombos punk e muitas outras variedades. Seu coração irá bater mais forte por todos eles. Você nunca mais vai olhar para um pombo da mesma maneira.

4) Namore uma impressora em Brother Falls In Love!

Este jogo de 2013, não surpreendentemente, foi desenvolvido por uma fabricante de impressoras japonesa chamada Brother. Você é uma colegial cujo único objetivo é conquistar o coração do novo aluno da escola: uma impressora chamada Bro-dan.

O game foi criado com o único objetivo de promover a impressora e não tem muita interatividade – você basicamente fica clicando para o diálogo avançar, sem poder ter opções. Mas hey, no final você pode conquistar sua impressora dos sonhos!

Se você souber ler na língua japonesa, dá para jogar online.

5) Compre um ukulele para o tiranossauro em Jurassic Heart

Você, uma estudante colegial muito dedicada, incentivou seu amigo Taira a tocar ukulele num show da escola. Só que Taira acidentalmente derrubou o instrumento e vocês precisam comprar outro. Esse é o começo de uma linda história de amor.

Só tem um detalhe: Taira é um tiranossauro. Em Jurassic Heart, você precisa conquistar esse predador do Cretáceo que tocou seu coração. É preciso ir até a loja comprar um ukulele novo e escolher as opções de diálogo certas para que Taira queira sair com você depois.

Se tudo der certo, Taira irá fazer uma serenata no parque para você no final. Sucesso!

6) Conquiste sua amiga de infância, um grilo, em Kokonoe Kokoro

Você é Ichitarou, um estudante que é amigo de infância de Kokoro, uma menina com uniforme de marinheiro e corpo de grilo (porém com peitos). Não é a única personagem estranha de Creature To Koi Shiyo! Kokonoe Kokoro: sua irmã é um morcego, seu amigo Masato é um demônio e o professor da escola parece o Nemesis, de Resident Evil 3, só que gordo.

Logo no começo do jogo, Kokoro vai passar uma noite na casa de Ichitarou e o garoto acidentalmente a vê sem roupa. Daí para frente, é uma chuva de cenas constrangedoras e de monstros fazendo coisas estranhas.

Vale a pena jogar o jogo nem que seja pela cena do beijo no final:

7) Seu namorado é um cavalo (literalmente) em Uma No Prince-Sama

Uma No Prince-Sama não deve ser confundido com Uta No Prince-Sama, um jogo normal. O risco de confundir os dois é que Uta é sobre uma garota que entra numa escola de música enquanto Uma é sobre uma garota que quer namorar um cavalo com cabeça de homem.

Basicamente, sua personagem em Uma visita uma fazenda e acha Yuuma, o tal cavalo. Na verdade, Yuuma é só um cavalo normal – você enxerga ele com uma cabeça humana porque você nasceu no ano do boi e, segundo a lógica do jogo explicada por um fazendeiro, mulheres nascidas no ano do boi, quando ficam estressadas, veem cabeças de homem nos cavalos. Uma maldição bastante específica, a gente diria.

A partir daí, o jogo oferece uma série de minigames para que você melhore seus laços com o cavalo, o que inclui alimentá-lo com cenouras, fazê-lo correr numa esteira e ensiná-lo a cortar vegetais.

8) Prove seu amor a uma cabeça senciente em Tomak: Save The Earth Love Story

A história deste jogo é bem maluca: os deuses estão bravos com os humanos porque acham que não existe mais amor na Terra e pretendem destruir o planeta. A única deusa que se opõe a essa medida é Evian, a deusa do amor, que resolve descer à Terra para provar aos outros deuses que, sim, os humanos ainda podem amar. Infelizmente, os deuses só permitem que a cabeça de Evian desça – o resto do corpo fica para trás.

A cabeça de Evian é colocada num vaso de planta e você precisa cuidar dela. Isso inclui alimentá-la, beijá-la, realizar atividades (como colocá-la para cantar) e outras amenidades. Se você conseguir demonstrar seu amor o suficiente, os deuses poupam a Terra e você consegue ver Evian de corpo inteiro.

9) Namore velhinhas bombadas em Junai Baba

Junai Baba Gakuen Tenkosei wa Hyakuman-sai se traduz para “Academia das Mocréias do Puro Amor – O Estudante Transferido Tem Um Milhão de Anos de Idade”. Com esse nome, você já sabe que não tem como ser ruim.

Mais uma vez, você é um estudante colegial que precisa cortejar pretendentes. O diferencial é que as quatro possíveis namoradas são todas velhinhas mega-musculosas, sendo que uma delas é alienígena e parece ter vindo de Namek, o planeta do Piccolo de Dragon Ball.

Se você já achou muito, então nós imploramos a você que veja o trailer abaixo.

10) Namore a sujeira do seu ralo em Aka No Prince ~Koi no Jintai Rensei~

Nós nos identificamos muito com a protagonista deste jogo, Yoshiko, uma mulher que mora sozinha aos 33 anos e cujos passatempos incluem cantar metal no chuveiro.

Um belo dia, ela descobre em sua banheira Kōtarō, uma criatura rosa que nasceu a partir da sujeira de seu próprio corpo. A partir de agora, é trabalho de Yoshiko cuidar de Kōtarō para que ele possa crescer e desenvolver seu potencial.

E que potencial! Kōtarō evolui como se fosse um pokemon. Ele passa de uma ameba para uma bolinha, depois para criaturas cada vez mais complexas e, no final, vira um príncipe. Aliás, a tradução do nome deste jogo é “príncipe imundo”.

Ah, e ao longo do jogo, você recebe conselhos do Sr. Ralo:

Quem acha que vai chegar aos 33 namorando com a própria sujeira e falando com o ralo põe o dedo aqui.

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Os games que tentaram ser sexy e falharam miseravelmente http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/30/os-games-que-tentaram-ser-sexy-e-falharam-miseravelmente/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/30/os-games-que-tentaram-ser-sexy-e-falharam-miseravelmente/#respond Fri, 30 Aug 2019 07:00:31 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=90

Já houve uma época em que as linhas que separavam o politicamente incorreto e o aceitável eram muito mais tênues e a tolerância do público, muito maior. Foram tempos em que o entretenimento nos deu coisas como a Banheira do Gugu, a Tiazinha, o sushi erótico do Faustão e tantas outras pérolas dos anos 90.

Os videogames, desde seus primórdios, também se permitiram liberdades com o erotismo. Mas, se na vida real já era difícil fazer certas insinuações sexuais funcionarem, imagine em um mundo de criaturas pixeladas. Confira alguns casos em que a sensualização deu ruim.

1) Land Stalker convida você para tomar banho com a vilã

Land Stalker era um RPG de ação japonês que rivalizava com a franquia Zelda – ou seja, era um jogo voltado ao público infanto-juvenil. O game saiu em 1992 no Japão e foi portado para o Ocidente em 1993. Na versão original, há uma sala dentro de um castelo na qual você pode entrar sem obstruções. Lá dentro, a vilã do jogo, Kayla, desfruta de um banho de espuma e lhe convida para se juntar a ela.

Se você diz sim para o convite, sua fada que o acompanha fica com ciúmes porque a vilã “parece mais velha do que eu” e teleporta você para fora da sala. Nenhum conteúdo sexual é mostrado, portanto. Mas a insinuação de que você e sua inimiga poderiam curtir um banho peladinhos estava lá.

Provavelmente querendo evitar polêmicas, a versão ocidental impede que você entre na sala colocando uma criada bloqueando a entrada. Mas, usando mods, jogadores conseguiram entrar e descobriram que o diálogo com Kayla foi totalmente traduzido, ou seja, a publicadora realmente considerou manter a cena do banho sexy para o público ocidental. Lembrando de novo que este era um jogo para crianças…

2) The Witcher 3 é o único jogo com sexo no unicórnio

No segundo livro da série The Witcher, que inspirou a franquia de videogames, somos apresentados ao unicórnio empalhado de Yennefer, uma das antigas amantes de Geralt. Segundo o livro, Yennefer gostava de transar em cima do tal unicórnio, embora Geralt não fosse muito fã, e um dia o objeto não aguentou a pressão e se partiu ao meio.

Esse contexto é importante para entender a cena de The Witcher 3 em que, após retornarem de uma missão, Geralt e Yennefer decidem se pegar em cima de um pobre unicórnio empalhado. Quem jogou The Witcher 3 sabe que Geralt encoxa tudo que se mexe, então uma cena de sexo a mais não é exatamente novidade. Mas é o unicórnio que é o diferencial da coisa. O unicórnio que, mesmo morto, ainda tem que passar por coisas desse tipo.

Pelo menos, no jogo, o unicórnio não se parte ao meio, permanecendo inteiro para futuras cavalgadas.

3) Fahrenheit tem sexo com zumbi

Fahrenheit (também chamado de Indigo Prophecy nos EUA) é um jogo da Quantic Dream lançado em 2005. Você controla dois policiais, Carla e Tyler, e também o assassino que eles estão perseguindo, Lucas. O modo como o crime foi cometido, com Lucas entrando em transe e perdendo o controle de seus atos, faz parte do mistério da história.

Em uma das cenas finais do jogo, antes da luta final, Carla e Lucas se encontram em um vagão de trem e rola um clima. Eles se beijam e ela nota “seus lábios parecem congelados”. O motivo é bem simples: Lucas morreu em uma das cenas anteriores do jogo e virou um zumbi. Ele agora é um morto-vivo. Geladinho da silva. Mas Carla sabe disso e decide afogar o ganso mesmo assim.

4) Os peixes de Seaman transam conectando as antenas

Da série “heranças que o Dreamcast deixou para a humanidade”, Seaman é um simulador de pets em que você usa sua voz para controlar peixes com rostos e membros humanos. Apesar do conceito estranhíssimo, o jogo foi bem recebido e ganhou status cult pela sua bizarrice.

Uma das coisas que dá para fazer com os tais peixes é transar. Mas, se você imaginou o Aquaman encoxando uma enguia ou algo do tipo, saiba que você está errado: o sexo de um seaman é muito, muito pior.

Quando eles resolvem ficar íntimos, os peixes de Seaman conectam suas antenas, que parecem tentáculos com ventosas na ponta, e o macho bombeia por elas algum fluido desconhecido. E ele ainda comenta: “que gostoso!”.

E em breve podemos ter uma versão 4K hiper-realista dessa cena pois Seaman aparentemente irá ganhar uma continuação.

5) Princesa Peach tem um vibrador

Acredite quando a gente diz: dá para fazer uma matéria inteirinha só com insinuações sexuais, situações pervertidas e outras indecências espalhadas pela franquia Mario.

A Princesa Peach, coitada, costuma ser uma vítima frequente. Lembra da vez em que ela teve que realizar uma missão pelada para um computador superinteligente em Paper Mario? Pois é.

Em Super Mario RPG: Legend of The Seven Stars, você pode explorar o quarto de Peach. Se você procurar atrás da lareira, Mario irá encontrar um item descrito como “XXX da princesa Peach” (nos EUA, o “XXX” foi atenuado para um “???”). Dependendo do momento do jogo em que você estiver, você será repreendido ou por Grandma, uma toad que é criada da Princesa e que irá lhe oferecer um cogumelo se você “for cuidar da própria vida”, ou pela própria Peach, que ficará brava e dirá que você não respeita sua privacidade.

“XXX” pode ser qualquer coisa, mas, dado o contexto, me parece bem claro que a Princesa Peach tem um brinquedinho para se divertir quando seu encanador favorito está em outras paradas.

6) Beat’Em & Eat’Em é um jogo de engolir fluidos

Um jogo de Atari que aposta no erotismo pixelado. A premissa de Beat’Em & Eat’Em é você controla duas moças peladonas cujo objetivo é alcançar, com a boca, os jatos de esperma que um sujeito está jogando do telhado de uma casa.

Quanto mais esperma você engole, mais rápido o jogo fica. De vez em quando, as moças lambem os beiços. E a cada 69 pontos você ganha uma vida. É tão absurdo que a gente não sabe nem o que dizer, só sentir.

7) Sexo pós-tortura enquanto seu filho está desaparecido em Heavy Rain

A Quantic Dream volta à lista por causa da cena bizarra incluída em Heavy Rain. Se você nunca jogou, eis um pouco de contexto: neste game, você é Ethan, um homem que está procurando seu filho desaparecido, Shaun. Você tem apenas três dias para encontrar Shaun ou ele irá morrer afogado pelas mãos do serial killer que o capturou.

A certo ponto da história, Ethan é torturado, escapa e volta para o hotel onde está hospedado. Todo estropiado e com o relógio correndo, ele decide não perder tempo e continuar procurando o filho, certo? Ops, nada disso! Na verdade, ele para tudo para transar com uma jornalista que está cobrindo o caso.

Só isso já seria o suficiente para tornar a cena um puro creme de constrangimento, mas Heavy Rain vai além enchendo a cena de eventos de resposta rápida (quick-time events) em que você tem que beijar a moça, tirar a roupa dela, passar a mão pelo corpo e afins.

Era pra ser um momento bonito de entrega emocional, mas acaba sendo o equivalente a ver dois cachorros da rua cruzando na sua calçada.

8) Ride to Hell coloca dois manequins sem expressão para transar e acha ok

Ride to Hell: Retribution é um jogo horrível lançado em 2013 que, se você tiver sorte, nunca precisará jogar. A melhor parte desta porcaria provavelmente são suas cenas de sexo mesmo, mas pelo motivo errado.

Os programadores, que provavelmente receberam como salário uma paçoca e um artesanato de camelô, não se deram ao trabalho de criar modelos sem roupa para os personagens, então todo mundo transa completamente vestido. Isso é um problema. O outro é que os personagens não mudam suas expressões faciais durante o ato e ficam parecido manequins mortos por dentro.

Mas hey, vai que tem gente por aí que acha excitante ver dois bonecos articulados convulsionando? Cada um, cada um.

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No limbo: 8 games empacados que ninguém sabe quando (e se) vão sair http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/21/no-limbo-8-games-empacados-que-ninguem-sabe-quando-e-se-vao-sair/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/21/no-limbo-8-games-empacados-que-ninguem-sabe-quando-e-se-vao-sair/#respond Wed, 21 Aug 2019 10:35:15 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=78

Você já ouviu falar em vaporware? É um software ou hardware que foi anunciado, mas nunca de fato lançado. A lista abaixo reúne alguns games que se encaixam nessa descrição, seja porque a prioridade do estúdio mudou, porque a grana faltou ou porque o trabalho pesou.

Se vão sair algum dia ou não, é difícil dizer. Mas que ninguém diga que a gente não reclamou…

1) Dead Island 2

Anunciado em: 2014
Era pra ter saído em: 2015
Vai sair em: Ninguém sabe

Mesmo que tenha sido recebido com reviews mistos, o primeiro Dead Island foi um belo fenômeno de marketing, com seu trailer sensacional cumprindo a missão de gerar hype e garantir pré-vendas. Dead Island 2, a sequência, foi anunciada em 2014 com um trailer igualmente sensacional, mas o projeto só vem ficando mais obscuro desde então.

A desenvolvedora do primeiro game, Techland, iria cuidar de Dead Island 2, mas pulou fora do projeto para fazer Dying Light. O jogo então foi passado para a Yager Development (Spec Ops: The Line), que ficou alguns anos no projeto e depois, em 2015, também caiu fora, passando a bola para a Sumo Digital.

O game foi confirmado como ainda estando em produção nos últimos anos. Porém agora, em agosto de 2019, a publicadora Deep Silver disse que o jogo está sendo desenvolvido por uma quarta empresa, a Dambuster Studios, que por enquanto só tem um game no currículo (Homefront: The Revolution). Parece que vai demorar para que possamos matar zumbis na Califórnia…

2) Deep Down

Anunciado em: 2013
Era pra sair em: 2014
Vai sair em: Ninguém sabe

Este é um jogo da Capcom que foi anunciado junto com o PS4 lá no longínquo ano de 2013, com expectativa para um lançamento em um ou dois anos. Será, supostamente, um RPG com temática medieval. Agora, em 2019, já estamos esperando o PS5 e nada do jogo.

A notícia mais recente que tivemos veio de 2018, quando a Capcom registrou novamente a marca nos EUA. Ela já havia feito isso antes e perdido o nome Deep Down por não ter lançado nenhum produto com ele. A renovação sinalizou aos fãs que o game ainda deve estar em produção.

3) Skull & Bones

Anunciado em: 2017
Era pra sair em: 2018
Vai sair em: 2020 (supostamente)

Este jogo de batalha naval em terceira pessoa é inspirado nos combates marítimos de Assassin’s Creed IV: Black Flag e é o primeiro produzido pela divisão de Cingapura da Ubisoft.

Desde o anúncio em 2017, nós já vimos vídeos de trailer e de gameplay que parecem bem promissores, mas o lançamento continua sendo adiado. O jogo deveria sair no final de 2018, depois foi adiado para 2019 e agora está adiado indefinidamente, embora muita gente aposte que a Ubisoft lance o game em 2020.

Além do jogo, Skull & Bones também terá uma série de TV, segundo a conta oficial do Twitter. Quem será que chega primeiro?

4) Beyond Good And Evil 2

Anunciado em: 2008 extra-oficialmente e 2016 oficialmente
Era pra sair em: Sem previsão
Vai sair em: Sem previsão

O primeiro Beyond Good and Evil saiu em 2003, quando muitos dos gamers atuais ainda estavam nas fraldas. Apesar da demora, sempre foi um título querido e a expectativa por uma sequência existe desde 2007, quando os rumores começaram a aparecer. Em 2008, o diretor Michel Ancel deu uma entrevista para uma revista francesa dizendo que a sequência estava em pré-produção.

De lá para cá, foram muitos rumores e informações desencontradas até a Ubisoft fazer o anúncio oficial em 2016. Houve um trailer em 2017 e, em dezembro de 2018, a notícia de que o jogo será totalmente online, sem uma campanha solo para quem não gosta de multiplayer.

Em junho de 2019, a equipe por trás do game fez uma transmissão ao vivo para mostrar artes conceituais. Até o momento, porém, BGAE 2 permanece sem data de lançamento.

5) WiLD

Anunciado em: 2014
Era pra sair em: Sem previsão
Vai sair em: Sem previsão

Já que falamos de Michel Ancel, vale citar este game, que também é dele. WiLD será um jogo de ação pré-histórico em que você tem o simples objetivo de sobreviver. Além de controlar humanos, você também pode usar poderes xamânicos para possuir animais e utilizá-los em sua jornada. Ironicamente, um dos motivos apontados para a demora de WiLD é que Ancel está ocupado trabalhando em Beyond Good And Evil 2.

O jogo está sendo feito pelo estúdio estreante Wild Sheep e contará com uma engine própria – dois fatores que, com certeza, estão dificultando as coisas. Algumas notícias picadas já saíram sobre o game, sendo que a mais recente é deste ano e dá conta de que a licença para a marca foi renovada nos EUA, o que confirma que o jogo não foi cancelado.

6) Star Citizen

Anunciado em: 2011
Era pra sair em: 2014
Vai sair em: Sem previsão

Se tem uma coisa pior do que ficar esperando por anos o lançamento de um jogo é ficar esperando por anos o lançamento de um jogo pelo qual você já pagou. Star Citizen foi financiado pelo Kickstarter em 2011 e tinha a meta de US$ 500 mil. Arrecadou muito mais do que isso, US$ 230 milhões, o que o tornou o maior projeto de financiamento coletivo na história – Star Citizen foi parar no Guinness.

Nos primeiros anos após a campanha, a desenvolvedora Cloud Imperium lançou “módulos” (pedaços isolados do game) para os jogadores, que depois foram agregados em uma versão alpha e bem bugada do título. Outros pedaços foram lançados, mas nada que se compare ao que foi prometido – um game espacial que mistura exploração, combate aéreo e tiro em primeira pessoa com ênfase no multiplayer online.

Em maio deste ano, uma reportagem da revista Forbes disse que o desenvolvimento já gastou a maior parte do valor arrecadado na campanha e que o futuro do título está comprometido. Boa parte dos problemas na Cloud Imperium, diz a matéria, vem do cofundador Chris Roberts, que é muito controlador, direciona investimentos de forma errada e não consegue trazer foco à equipe. Já há muitos apoiadores pedindo reembolso pela grana investida.

De todos os títulos desta lista, Star Citizen, pela ambição desenfreada, é provavelmente o com menos chances de sair.

7) Agent

Anunciado em: 2009
Era pra sair em: Sem previsão
Vai sair em: Sem previsão

Agent foi anunciado na E3 2009 pela Rockstar como “o game de ação definitivo”. Apesar da pompa, tudo que o jogo tinha era um logo – e, se não fossem algumas imagens vazadas por um designer em 2015, é só isso que ele teria até hoje. Imagens promocionais, trailers, arte conceitual, nada disso foi revelado ao público em todos esses anos.

Em 2018, foi anunciado que a Take-Two Interactive, dona da Rockstar, havia abandonado o registro da marca nos EUA, o que provavelmente sinaliza que o game foi cancelado de vez. Apesar disso, Agent ainda consta no site da Rockstar como um futuro lançamento para PS3 (isso mesmo, o PS3, e não o PS4). “Agent leva os jogadores a uma jornada paranoica dentro do mundo de contra-inteligência, espionagem e assassinatos políticos no auge da Guerra Fria no final dos anos 1970”, diz a descrição.

8) Half-Life 2: Episódio Três

Anunciado em: 2006
Era pra sair em: Sem previsão
Vai sair em: Sem previsão

Em 2006, a Valve anunciou que iria dar continuidade à história de Half-Life 2 com uma trilogia de jogos episódicos pequenos. O Episódio Um saiu em 2006, o Dois em 2007 e o Três está no limbo até hoje. Nos anos seguintes, poucas informações foram divulgadas sobre o jogo e notícias na mídia informavam que talvez o Episódio Três tivesse sido cancelado para dar lugar a uma sequência propriamente dita, ou seja, Half-Life 3, embora isso nunca tenha sido anunciado oficialmente.

No que diz respeito à comunidade, há dois problemas sérios aí. O primeiro é que o Episódio Dois termina com um cliffhanger, ou seja, com uma história inacabada que deveria ser continuada na sequência. O segundo é a percepção de que a Valve abandonou o Episódio Três não por dificuldades criativas ou afins, mas porque resolveu concentrar sua energia em jogos multiplayer que rendem mais dinheiro, como Dota 2 e Counter-Strike. Houve até uma campanha de review bomb em 2017 contra Dota 2 por causa dos atrasos com o Episódio Três.

O review bomb também foi causado, em parte, porque um dos roteiristas de Half-Life, Marc Laidlaw, que havia deixado a empresa em 2016, publicou em seu site um conto chamado “Epistle 3” que parece ser nada menos do que um roteiro para o Episódio Três, só que com os nomes trocados (Gordon Freeman virou Gertrude Freemont, Alyx Vance virou Alex Vaunt, a nave Borealis virou Hyperborea e por aí vai).

O fato é que, a esta altura, é seguro dizer que o Episódio Três provavelmente nunca verá a luz do dia. Já uma possível continuidade da franquia talvez aconteça. Resta esperar a Valve ouvir os fãs…

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Surpresa desagradável: 8 easter eggs dos games que acabaram em polêmica http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/14/8-easter-eggs-de-games-que-acabaram-gerando-polemica/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/14/8-easter-eggs-de-games-que-acabaram-gerando-polemica/#respond Wed, 14 Aug 2019 11:00:35 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=56

A inserção de easter eggs era mais divertida quando a internet era rudimentar e a informação, escassa. Hoje em dia, qualquer segredo que um programador esconda em um game é logo descoberto pela comunidade e espalhado aos quatro ventos nos Reddits, Twitters e YouTubes da vida. Ser o descobridor do segredo virou mais importante que o segredo em si.

Mas, às vezes, o easter egg dá ruim acidentalmente e gera histórias boas para compartilhar. Confira 8 casos que deram muita dor de cabeça para os envolvidos.

1) Piada com presidente chinês faz game ser retirado do mercado

Devotion é um game chinês lançado em fevereiro deste ano e que conquistou boas críticas na mídia especializada. No entanto, a descoberta de um easter egg político pode ter colocado tudo a perder para seu estúdio criador, a Red Candle Games.

O atual presidente chinês, Xi Jinping, costuma ser zoado no país por uma suposta semelhança com o personagem Ursinho Pooh. Em 2017, cansado dos memes, o governo chinês começou a censurar o Ursinho Pooh no país. O filme Christopher Robin foi vetado de passar lá e, se você tentasse digitar o nome do personagem no WeChat, o app de mensagens mais usado na China, por exemplo, você recebia uma mensagem de erro.

Apesar disso tudo, algum desenvolvedor espertinho da Red Candle achou que seria uma boa ideia incluir uma zoeira com o presidente no game. Em certa parte do jogo, há uma série de pôsteres pendurados numa parede. Se você olhar com atenção, verá que um deles diz, em kanjis chineses: “Xi Jinping Ursinho Pooh idiota” (imagem acima, retirada do canal do youtuber Kouki).

Quando os gamers notaram isso, passaram a criticar o jogo e a deixar avaliações ruins no Steam – o famigerado “review bombing” – devido ao recado político. Muitos entenderam que era uma forma de o estúdio se posicionar contra o governo (e, portanto, a favor de questões delicadas, como a independência política de Taiwan, onde o jogo se passa). É possível também que o feedback negativo tenha sido causado por pessoas pagas para falar mal do produto, já que isso é uma prática comum na China.

A repercussão foi péssima para a Red Candle. A empresa se desculpou no Steam e justificou o easter egg dizendo que havia usado jargões da internet como texto falso para os cartazes, e portanto a permanência da comparação entre Xi Jinping e o Ursinho Pooh era um “acidente”. Um patch foi lançado para substituir o texto. A conta do estúdio no Weibo (maior rede social chinesa) foi cancelada, e todos os vídeos do game na conta de YouTube da Red Candle foram removidos pela desenvolvedora.

Pior: dias depois, o jogo foi completamente removido do Steam. Em um post no Facebook, a empresa explicou que “Devido a problemas técnicos que causaram crashes inesperados e também por outras razões, estamos retirando Devotion do Steam para fazer uma checagem de asseguramento de qualidade. (…) Nosso time também irá revisar o material do jogo novamente para ter certeza de que mais nenhum material não-intencionado foi inserido. Esperamos que isso irá ajudar o público a voltar a se concentrar no jogo quando ele voltar”. Isso tudo foi em fevereiro. No dia 15 de julho, a Red Candle anunciou no Facebook que o game não será relançado “num futuro próximo”.

2) Programador revoltado inclui festa de homens seminus em simulador de voo

SimCopter é um simulador de voo lançado em 1996 e produzido pelo estúdio Maxis, que depois criaria The Sims. O objetivo era, basicamente, pilotar vários modelos de helicópteros e realizar algumas missões, como resgatar pessoas e apagar incêndios. Um dos programadores desse jogo foi Jaques Servin, que é membro do RTMark, um coletivo de artistas anti-consumo.

Quando você completava uma missão em SimCopter, o jogo colocava algumas mulheres de biquíni dançando ao redor do seu helicóptero porque, naquela época, isso era uma coisa que você podia fazer sem ser preso. Só que Servin, querendo semear alguma discórdia na coisa toda, programou também a aparição de homens de sunga nessas vitórias.

Os homens deveriam aparecer apenas em algumas datas específicas, como o aniversário de Servin e sextas-feiras 13, por exemplo. Mas, por um bug, eles começaram a aparecer bastante e, volta e meia, após realizar uma missão, você recebia como comemoração uma parada gay. E mais: você podia descer do helicóptero e beijar os homens seminus. Veja no vídeo abaixo (a partir de 8:20):

A gracinha foi descoberta dias após o lançamento do jogo e Servin foi demitido. Ele revelou em entrevistas que o RTMark pagou a ele US$ 5 mil pela pegadinha, mas que fez o que fez principalmente como protesto às condições inumanas de trabalho da Maxis, o que incluía jornadas de mais de 60 horas por semana e férias negadas – um típico relato de “crunch“. O game foi atualizado para remover a piada.

3) EA é obrigada a fazer recall de 100 mil jogos por causa de vídeo escondido

Se você colocasse o CD do jogo de PlayStation Tiger Woods 99 PGA Tour Golf em um PC, você encontraria ali, entre os arquivos listados, o item “zzdummy.dat”, que nada mais era do que um vídeo com o curta-metragem que iniciou a franquia South Park, chamado The Spirit of Christmas.

O que South Park e jogos de golfe têm a ver? Nada. A história que corre a internet é que o vídeo foi inserido apenas para ocupar espaço (“dados dummy” ou “dummy data”) e que isso tinha a ver com o modo como os consoles liam os discos. Os dados gravados mais perto do buraco central eram lidos mais rápido, enquanto os das bordas do CD demoravam mais. Por isso, os programadores deixavam as partes importantes perto do buraco e colocavam “dados dummy” nas áreas das bordas. Ou pode ter sido tudo uma piada proposital.

O problema é que a classificação indicativa do jogo era E (liberado para todas as idades), sendo que o curta-metragem tinha violência e linguagem vulgar. A Electronic Arts, provavelmente querendo evitar polêmicas com criancinhas impressionadas, resolveu fazer um recall do jogo e substituiu as primeiras 100 mil cópias da versão do game para PlayStation, pagando bem caro pelo erro.

E aí, em 2009, Woods foi exposto na mídia por trair a esposa múltiplas vezes, o que com certeza pegou muito pior para as criancinhas do que um vídeo de South Park.

4) Programador anuncia o próprio easter egg, Nintendo remove seu jogo da loja

O jogo A Dark Room chegou ao Switch em abril e é um RPG simples baseado em texto. Seria apenas mais um jogo pequeno escondido na eShop se um de seus programadores, Amir Rajan, não tivesse vindo a público semanas depois revelar um easter egg que ele colocou em segredo. Se o jogador inserisse um teclado USB no console e apertasse a tecla “~” enquanto o jogo estivesse rodando, ele poderia acessar uma máquina virtual que permite codificar em linguagem Ruby.

Na prática, tudo que a máquina virtual podia fazer era criar formas geométricas e tocar alguns arquivos de áudio. Mas a ideia de alguém poder escrever linhas de código livremente em seu console foi demais para a Nintendo, que removeu A Dark Room da eShop.

Em uma entrevista ao site Eurogamer, Rajan disse estar frustrado com os acontecimentos. “Eu me arrependo muito de como isso estourou”, ele declarou. “Um ambiente seguro para brincar foi taxado como um exploit gigante. E é claro que é a comunidade que usa esses exploits que fez a coisa chegar nesse nível. Eu também sou parcialmente culpado pelos meus posts sensacionalistas”, disse.

Além de a Nintendo não trazer o game de volta, a Circle Entertainment, que distribuiu o jogo, também não ficou feliz por ter sua imagem arranhada com a gigante japonesa. “Iremos lidar com o assunto da forma adequada”, disseram em um comunicado.

5) Designer revoltado coloca telefone da chefe em Gex e pede para os jogadores ligarem xingando

A melhor parte deste easter egg é que ele está relatado em um post criado em abril de 1997 por um dos programadores do jogo, Gregg Tavares, em sua página pessoal, que é atualizada até hoje! Você realmente deveria ir lá apreciar este belo monumento da internet mundial. Até os comentários estão preservados!

Basicamente, a produção de Gex, um jogo da Crystal Dynamics que saiu em 1995 para 3DO, foi bem conturbada. A empresa queria um jogo e um mascote fortes o suficiente para competir com Sonic e Mario, mas a equipe, o orçamento e o prazo eram pequenos demais. No final, a equipe estava se matando para entregar o jogo a tempo e muitas ideias tiveram que ser abandonadas pelo caminho.

Gregg conta que, certo dia, o designer principal Justin Knorr chegou ao estúdio e descobriu que uma das fases em que havia trabalhado havia sido encurtada para eliminar partes que tinham bugs. Knorr ficou possesso com a mudança e recolocou a fase no jogo secretamente, de forma inacessível pelo gameplay normal. Ele também programou no jogo uma mensagem que aparecia em certo ponto com instruções para acessar sua fase secreta.

Se você entrasse na tal fase de Gex e conseguisse terminá-la, aparecia uma mensagem mais ou menos assim, segundo o post de Gregg: “Você não achou que essa fase tinha uns trecos legais nela? Essa fase foi cortada porque a empresa não colocou você, o cliente, em primeiro lugar e só queria fazer mais dinheiro. Ligue para Madeline Canepa no número 415-555-1212 e fale o que você pensa e o que eu penso também”. Canepa era a chefe de desenvolvimento de produto e o número de telefone colocado no texto era seu número real.

Para a infelicidade de Knorr, os testadores descobriram o easter egg e ele foi removido, deixando para a eternidade apenas essa ótima história.

6) Programador da Sega vaza informações para hackers usando o próprio jogo

Este aqui não é exatamente um easter egg, mas a história vale a pena.

O jogo Sega Smash Pack: Volume 1, uma coletânea de games do Mega Drive para o Dreamcast, saiu no dia 31 de janeiro de 2001, o exato mesmo dia em que a Sega anunciou que o DC seria descontinuado. Uma das causas para a derrocada do console era a facilidade com que seus games eram pirateados. O grupo hacker Echelon pirateava os jogos e os colocava online poucos dias após o lançamento oficial.

Com Smash Pack, não foi diferente: o Echelon hackeou e disponibilizou para a comunidade. Mas não foi só: o grupo também anunciou que Smash Pack era feito a partir de um emulador do Mega Drive e, seguindo algumas regras, você podia queimar uma ROM de qualquer jogo do Mega Drive em um CD e rodá-lo no Dreamcast a partir desse emulador. Isso basicamente significava uma retrocompatibilidade pirata entre os dois consoles da Sega.

Quando o Echelon anunciou isso ao mundo, havia um recado no final da mensagem: “Saudações ao Tio Sonic pela ajuda, você sabe por quê!”. Na época, ninguém nem prestou atenção nisso. Muitos anos depois, porém, em 2008, dois jogadores descobriram que, entre os arquivos de Smash Pack, havia um chamado “ECHELON.txt” que continha instruções para os piratas fazerem o que fizeram. Isso mesmo: alguém dentro da Sega vazou essas informações para os hackers usando o próprio jogo.

No final desse arquivo, havia o texto “E não se esqueçam de mandar saudações ao Tio Sonic” e a assinatura “Gary”. Pois quem diria, o programador principal de Smash Pack nos EUA se chamava Gary Lake e este foi seu último jogo na Sega (por que será?). Depois, ele trabalhou na Electronic Arts, na Midway e na Capcom e atualmente está na Warner.

Teorias da conspiração à parte, o que provavelmente aconteceu foi que Gary percebeu que o Dreamcast iria morrer em breve e quis estender sua vida útil dando essa dica para a comunidade.

7) Insomniac coloca proposta de casamento em Spider-Man, descobre que o relacionamento estava condenado

Esta história é bem conhecida, mas não poderia faltar nesta lista. Em maio de 2018, o fã Tyler Schultz entrou em contato com a Insomniac para saber se ele poderia pedir a namorada Madison em casamento por meio do novo game do estúdio, Marvel’s Spider-Man, que estava para ser lançado. A Insomniac, por incrível que pareça, topou a ideia. Quando o jogo saiu, em setembro daquele ano, era possível ver, no letreiro de um dos cinemas da cidade de Nova York, a frase “Maddie, quer casar comigo?”.

O primeiro problema foi que Tyler e Madison já haviam terminado. Ele subiu um vídeo ao YouTube explicando a situação e dizendo que Madison o havia trocado por seu irmão. “Esse pode entrar para a história como o easter egg mais triste da história”, ele diz. “Mesmo assim, fico feliz que esteja no jogo”.

A partir daí, a coisa só piorou. A mídia contatou Madison e ela deu sua versão da história dizendo que “nosso relacionamento tinha problemas mentais e físicos”, que o caso virou “um relacionamento de mãe e filho porque eu tinha que lembrá-lo das coisas, lidar com seus erros financeiros e seus ataques violentos” e também que ela nem gostava tanto de videogames pra começo de conversa. Ela também reiterou que não estava saindo com o irmão de Tyler.

Como a internet é a internet, Madison começou a receber ofensas e ameaças após a entrevista e deletou suas redes sociais. A Insomniac, que inicialmente se ofereceu a alterar o conteúdo da mensagem no letreiro, simplesmente parou de comentar o assunto. A proposta de casamento está lá até hoje.

8) Mistério de Banjo-Kazooie leva anos para ter frustrante desfecho

Se você coletasse todos os itens colecionáveis de Banjo-Kazooie e vencesse o jogo, o vídeo do final mostrava alguns itens secretos escondidos nas fases que você, até então, não tinha como saber que estavam ali. Esses itens eram 6 ovos misteriosos e uma chave. Intrigados com essa mensagem, alguns jogadores passaram a se dedicar a encontrar esse itens.

Um grupo chamado “Rare Witch Project” conseguiu eventualmente descobrir que, utilizando alguns cheats, você podia acessar os itens de forma legal. Coletando todos, você desbloqueava uma nova tela no menu inicial que se chamava Stop ‘n’ Swop. E o que essa tela finalmente fazia? Bem, nada. Você simplesmente não ganhava nada por fazer tudo isso.

Os fãs especulavam que se tratava de alguma coisa ligada ao “hot swapping”, jargão em inglês para quando você troca de cartucho com o console ligado. Mas a Rare, desenvolvedora de Banjo-Kazooie, simplesmente se recusava a falar do assunto, mesmo recebendo milhares de e-mails perguntando. A própria Nintendo admitiu, em um comunicado, que o menu secreto existia, mas que ele não fazia nada.

A resposta só veio em 2004. O menu Stop ‘n’ Swop seria, originalmente, uma forma de conectar Banjo-Kazooie com sua sequência, Banjo-Tooie. Coletando os ovos no primeiro jogo, você poderia fazê-los eclodir no segundo e obter Mega Glowbos, os quais poderiam ser usados em Tooie para criar transformações nos personagens.

Só que esse recurso dependia de uma falha de hardware do Nintendo 64 que foi consertada entre os lançamentos dos dois jogos. Antes do conserto, você tinha 10 segundos para trocar os cartuchos. Depois, você só tinha um, tornando a façanha impossível. Por isso, tudo que era referente ao Stop ‘n’ Swop foi cancelado e os ovos foram inseridos dentro da própria jogabilidade de Tooie. E os fãs passaram anos e anos tentando decifrar o mistério…

BÔNUS: Se você conseguir voar alto no mundo Terrydactyland e ajeitar a câmera no ângulo certo, você consegue ver isto:

Eis aí um easter egg bem mais fácil para as crianças decifrarem!

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7 casos em que os dubladores de games se envolveram em polêmicas http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/07/7-casos-em-que-os-dubladores-de-games-se-envolveram-em-polemicas/ http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/2019/08/07/7-casos-em-que-os-dubladores-de-games-se-envolveram-em-polemicas/#respond Wed, 07 Aug 2019 13:00:03 +0000 http://controlfreak.blogosfera.uol.com.br/?p=39
Trabalhar em um projeto tão grande e complexo como um game é algo que requer um número extenso de colaboradores. E cada um deles, dos programadores aos gerentes de comunidade, representa algum risco para a empresa, seja por meio de reclamações públicas ou vazamentos. Faz parte da aventura de tocar um projeto para o grande público.

E onde mais você encontraria riscos do que nos dubladores, que são justamente o mais próximo que a comunidade gamer tem de celebridades? Diferentemente dos figurões de Hollywood, muitas vezes alheios aos fandoms que alimentam, os dubladores de games geralmente são fãs e muito envolvidos com a comunidade. Infelizmente, essa proximidade também significa que, quando eles fazem besteira, geralmente todo mundo fica sabendo bem rápido. Confira sete casos em que essas polêmicas arranharam os games envolvidos.

1) Nintendo regrava diálogos de dublador de Fire Emblem acusado de abuso sexual

Fire Emblem é uma franquia muito querida pelos gamers, não só pela sua combinação de estratégia e RPG, mas também por conseguir dialogar com o público ocidental de um modo que os RPGs japoneses mais pesados não conseguem. Three Houses, o título mais recente da franquia, saiu este ano e foi mais um passo bem-sucedido na consolidação da marca.

Só que, agora em julho, Fire Emblem foi atingido por uma polêmica inesperada. Chris Niosi, que dubla o personagem Byleth em Three Houses e Heroes (a versão para celulares), foi acusado de assédio e abuso sexual por parte de amigos e ex-namoradas. Após as denúncias virem à tona, Niosi, que também trabalha em seriados e outros games, publicou uma longa e detalhada série de pedidos de desculpas em seu Tumblr. “Isto é sobre eu finalmente, possivelmente pela primeira vez na minha vida, fazer a coisa certa”, ele escreveu. “Pode ser também, pela primeira vez na minha vida, o primeiro passo real que eu vou dar para mudar e me tornar uma pessoa melhor”. O ator também revelou ter lidado com pensamentos suicidas no passado.

A Nintendo foi rápida em lidar com a situação. Na semana seguinte, o nome de Niosi já havia sido excluído do site da franquia, e a empresa anunciou para a imprensa que irá regravar todos os diálogos de Byleth tanto em Three Houses como em Heroes com a voz do dublador Zach Aguilar. Os diálogos regravados virão em um futuro patch de atualização.

2) Ator de Claptrap (Borderlands) afirma ter sido agredido pelo CEO da desenvolvedora

David Eddings, o ator que faz a voz de Claptrap, declarou em maio que não voltaria ao papel para Borderlands 3, desapontando os fãs. Ele alegou que o motivo era simples: ele queria ser pago pelo serviço. Os trabalhos anteriores teriam sido de graça porque Eddings, na época, era vice-presidente de licenciamento e desenvolvimento de negócios na Gearbox, a desenvolvedora que produz o game.

A história já era meio estranha, e aí Randy Pitchford, CEO da Gearbox, entrou no meio. Ele publicou no Twitter que Eddings estava “azedo e aborrecido por ter sido afastado [do cargo]” e que a ele foi oferecido “duas vezes o valor normal, mas ele recusou”.

Isso foi o suficiente para tirar Eddings do sério. Ele publicou uma série de tweets dizendo que sua saída da Gearbox havia sido pacífica e que ele estava disposto a voltar a dublar Claptrap desde que a empresa pagasse a ele uma dívida de US$ 12 milhões em direitos autorais. Segundo Eddings, a Gearbox obrigava seus funcionários a aceitar salários baixos em troca da promessa de receberem uma porcentagem dos royalties do jogo no futuro.

Mas isso era só o começo: Eddings também acusou Pitchford de agredi-lo fisicamente. Em uma entrevista à revista Newsweek após os tweets, ele contou que, durante um evento em 2017, ele se aproximou de Pitchford e contou a ele que uma pessoa chamada “Greg Richardson” estava perguntando por aí quanto custaria para comprar a Gearbox. Ouvir esse nome teria sido um gatilho de raiva para Pitchford, já que Richardson e ele trabalharam juntos no passado e, aparentemente, as coisas não acabaram bem. A reação do CEO foi destemperada: ele empurrou Eddings com força.

Eddings ainda disse que ele foi demitido da Gearbox por causa desse episódio – Pitchford achava que ele sabia de alguma coisa e queria que Eddings revelasse de quem havia ouvido essa história, mas o ator se recusou.

A Gearbox lançou um comunicado dizendo que não iria comentar os detalhes da alteração porque ela era “pessoal”. Eddings chegou a dizer, na entrevista, que estaria disposto a voltar a dublar Claptrap se Pitchford lhe pedisse desculpas e pagasse os US$ 12 milhões devidos, mas isso, obviamente, não aconteceu.

3) Judgement vira sucesso de vendas porque vai ser retirado das prateleiras

Como nada é fácil na vida da Sega, o jogo Judgement, que é um spin-off da franquia Yakuza, foi lançado em dezembro de 2018 e, três meses depois, estava sendo retirado das prateleiras por causa de algo que não era culpa da publicadora. O que aconteceu foi que Pierre Taki, que interpreta o vilão Kyohei Hamura no game, foi preso no Japão por posse de drogas ao ser pego com cocaína.

No dia seguinte ao ocorrido, a Sega lançou um comunicado à imprensa dizendo que iria retirar o jogo das prateleiras (físicas e digitais) e interromper imediatamente sua divulgação porque era “a coisa certa a se fazer”. Aí pronto: os fãs, curiosos com a notícia e vendo um potencial item de colecionador ao seu alcance, correram para as lojas para obter a versão física de Judgement. As vendas subiram e o jogo chegou ao terceiro lugar no ranking de vendas da Amazon. O mercado de cópias usadas também se aqueceu: o preço de tabela original do jogo era 8.953 ienes (R$ 336), mas, depois da polêmica, dava para encontrar sendo revendido por 45.000 ienes (R$ 1.690).

“Fico chateado que vendeu como se houvesse um pico de demanda na última hora. Por que não compraram desde o início?”, disse o CCO da Sega, Toshihiro Nagoshi, em uma transmissão no canal da empresa no YouTube. “Mas fico feliz de qualquer forma”, completou. Quando o jogo foi lançado no Ocidente em 25 de junho deste ano, o modelo corporal e a voz do personagem haviam sido substituídos.

Uma curiosidade extra: Pierre Taki também faz a voz do boneco de neve Olaf nos filmes da série Frozen no Japão. Isso fez com que a voz de Olaf fosse trocada em uma atualização da versão japonesa de Kingdom Hearts 3. A Disney também teve que interromper a produção e a venda de DVDs e Blu-rays do filme.

4) Ator reclama que recebeu pouco por GTA e Rockstar não quer mais saber dele

Michael Hollick, o ator que dublou Niko Bellic em GTA IV, ganhou US$ 100.000 pelo trabalho. Bastante dinheiro para um mortal qualquer, mas, considerando a fortuna que o jogo fez, seria de se esperar que os atores recebessem mais.

Em maio de 2008, o ator deu uma entrevista ao New York Times em que abordou a questão. Ele disse que, se o trabalho tivesse sido feito para a TV ou o cinema, ele teria faturado muito mais em royalties (direitos de propriedade intelectual) conforme o produto alcançasse sucesso. Com videogames, ele ganhava o que estava no contrato e pronto.

“Sou muito grato à Rockstar por ter me dado a oportunidade de estar nesse game quando eu não era ninguém”, disse Hollick. “Mas é difícil, quando você vê GTA IV por aí como a maior coisa acontecendo no momento, quando eles estão ganhando centenas de milhões de dólares e nós não vemos nenhuma parte desse dinheiro. Eu não culpo a Rockstar. Eu culpo nosso sindicato por não ter feito os acordos necessários para proteger as pessoas que geram as vendas desses jogos. Sim, a tecnologia é importante, mas é com as performances humanas dentro dela que as pessoas se conectam de verdade e eu espero que os atores recebam mais respeito pelo trabalho que fazem dentro dessas tecnologias”, afirmou.

Mas é claro que, mesmo com Hollick fazendo questão de isentar a Rockstar, a desenvolvedora ficou bem pistola da vida. Afinal, Hollick recebeu a quantia que concordou receber e que constava em seu contrato. Talvez seja por isso que, meses depois, quando um repórter da MTV entrevistou Jeronimo Barrera, vice-presidente de desenvolvimento de produtos da Rockstar, ele tenha mostrado seu descontentamento. O repórter perguntou se Hollick voltaria a dublar Niko Bellic no primeiro DLC do jogo, ao que Barrera prontamente respondeu: “hell no” (a tradução mais adequada seria algo como “nem a pau”).

Mais que isso, a Rockstar teve a cara de pau de pegar falas não aproveitadas da dublagem original de Hollick e usá-las em dois DLCs do jogo. Depois do episódio, a carreira de Hollick como ator foi pro saco (ele só atuou em dois games e fez uma ponta num seriado desde então, além de algumas peças). Fica a dica, crianças: não falem mal da Rockstar.

5) Dublador de Yooka-Laylee ataca minorias e é removido do jogo

Yooka-Laylee, lançado em 2017, foi uma espécie de sucessor espiritual da famosa (e finada) franquia Banjo-Kazooie, mais uma das propriedades da Rare que está encostada em algum galpão da Microsoft, a exemplo de Conker e Battletoads. Financiado pelo Kickstarter, Yooka-Laylee foi feito pelo Playtonic, estúdio independente formado por desenvolvedores envolvidos em Banjo.

Mas o jogo passou por um problemão às vésperas do lançamento. Em 13 de março de 2017, apenas um mês antes de o jogo sair, o youtuber Jon Jafari (ou JonTron), que havia sido contratado para dublar um pequeno personagem no game, fez uma transmissão no Twitch na qual apresentou várias declarações polêmicas contra minorias.

Jafari disse que “nós não precisamos de imigrantes de lugares incompatíveis” (sobre mexicanos), que os brancos nos EUA estão passando por uma “expulsão demográfica”, que negros ricos americanos cometem mais crimes que brancos pobres, que o movimento Black Lives Matter não repudia violência e que “ninguém quer se tornar uma minoria em seu próprio país”, temendo que os brancos sejam ultrapassados em quantidade por outras etnias.

Dez dias após a transmissão, a Playtonic anunciou que a voz de Jafari seria removida do jogo em uma atualização liberada no dia de lançamento. “Queremos deixar claro que não endossamos ou apoiamos os pontos de vista pessoais de JonTron e que, como um contribuidor externo, ele não representa a Playtonic de nenhuma forma”, disse a empresa em um comunicado para o site GamesIndustry.biz.

E é claro que, como todo bom polemista pego falando merda, Jafari publicou um pedido de desculpas depois, dizendo que foi tudo um mal entendido. Aham…

6) Devil May Cry 5 sofre com polêmicas de dubladores

A polêmica começou quando um usuário do fórum ResetEra criou um post apontando que o dublador de Morrison em Devil May Cry 5 (único personagem negro do jogo) era branco e tinha vídeos em um canal do YouTube com vídeos em que usava blackface. Em um dos vídeos subidos, o dublador, que se chama Joey Camen, até mesmo usa a palavra “nigga” (uma ofensa racial muito grave na língua inglesa).

Camen deletou os vídeos imediatamente. Ele publicou um pedido de desculpas que dizia: “Eu sou judeu e cresci em Detroit em bairros majoritariamente negros. As vozes e personagens que eu faço refletem minhas experiências de vida e minha admiração pelas pessoas com quem cresci. Os vídeos que fiz eram paródias com os personagens falando em jargão próprio”.

Não foi a primeira polêmica com um dublador de Devil May Cry 5. Reuben Langdon, que faz a voz de Dante, atraiu críticas ao dar uma entrevista para um canal de YouTube em que criticava os movimentos MeToo e Black Lives Matter.

O que a Capcom fez em ambos os casos? Absolutamente nada.

7) Dubladores de My Time At Portia não são pagos e reclamam em público

O jogo chinês My Time At Portia, que combina elementos de simulador e RPG, fez bastante sucesso ao ser lançado no começo deste ano. Mas, nos bastidores, as coisas não iam tão bem.

Dubladores do título foram à internet reclamar de uma série de problemas. Alguns deles não foram pagos, outros foram pagos parcialmente e outros tiveram que trabalhar com salários muito baixos. Além disso, também foi citado que a empresa demorava para responder às queixas de seus colaboradores.

A resposta inicial da Panthea foi meio desastrada. Um desenvolvedor foi diretamente aos fóruns para responder aos posts e tentar justificar os problemas dizendo, em resumo, que os atores haviam concordado em receber uma parte do pagamento quando fizessem o trabalho e a outra depois que o game fosse lançado (as outras denúncias foram ignoradas). Pior: ele disse que a Panthea demorava a responder seus colaboradores porque priorizava “responder e-mails dos fãs”.

Posteriormente, a empresa lançou um comunicado oficial dizendo que iria pagar os atores. “Nós ainda somos um estúdio inexperiente e ambicioso e não tínhamos uma estrutura sólida para manter contatos adequados com nossos atores e isso causou muitos problemas”, justificou. A partir daí a situação pareceu começar a ser corrigida.

A dubladora Elsie Lovelock deu um último pitaco no Twitter ao comentar o caso. Para ela, o problema da Panthea nunca foi falta de dinheiro, e sim de organização. “Não é que eles estavam segurando o dinheiro e se recusando a nos pagar. Era uma falta de organização tremenda e uma comunicação terrível da parte deles, algo em que eles dizem estar supostamente trabalhando para melhorar”.

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