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As 25 capas de videogame mais feias de todos os tempos

Victor Bianchin

15/08/2020 08h00

(Arte: Control Freak/START)

Já diria aquele famoso ditado: graphic design is my passion.

Pensando nele, a gente resolveu compilar algumas das capas de videogame mais feias de todos os tempos. "De acordo com quem?" Com as vozes da nossa cabeça. Lista de feiura é uma coisa subjetiva, então não nos venha pedir objetividade aqui. "Mas eu já vi esse tipo de matéria em quinhentos outros sites". Oras, você deveria passar menos tempo na internet e mais tempo jogando.

1) Santa Claus Saves The Earth (PlayStation, 2002)


(Reprodução)

Essa capa claramente conta uma história: depois de o Polo Norte começar a ficar superpopuloso com a chegada de javalis, castores, magos, pássaros narigudos e trolls que se vestem como elenco de sitcom nos anos 90, Papai Noel decidiu sair investigar o resto do planeta para ver que p* está acontecendo.

2) Dangerous Streets (Amiga, 1994)


(Reprodução)

A estética anos 80 é até perdoável, embora a gente não consiga entender o que aquele nativo americano está fazendo ali atrás. Mas o que realmente chama a atenção é essa moça na clássica pose "mostrando bunda e peito ao mesmo tempo mas tentando parecer casual". Como é que seu seio esquerdo consegue se projetar pra frente desse jeito, mulher? Junta uns quatro desses e dá pra competir com a Rio-Niterói.

3) Metro Cross (Atari, 1985)


(Reprodução)

Ah, mas claro. Nada passa a ideia de "skate radical" mais do que um branco de meia idade vestindo lycra e fazendo cara de quem tá com dor no ciático. Chora, Tony Hawk.

4) Amnesia – The Dark Descent (PC, 2010)


(Divulgação)

Não é só jogo velho que tem capa feia. De alguma forma, o desenho feito por um profissional (vamos supor que seja um profissional né) tem gráficos piores do que o próprio game. Esse Gatherer parece um tiozão que bebeu demais no churrasco e veio arrotar na sua cara.

5) Street Racer (PlayStation, 1996)


(Reprodução)

Aparentemente, neste jogo você disputa uma corrida enquanto tenta ofender o maior número de minorias possível.

6) Super Bust-A-Move (PS2, 2000)


(Reprodução)

A prova de que marketeiro não entende NADA de gamer é fazer capa de jogo colocando um bebê gigante. Bebês representam tudo que um gamer não gosta: responsabilidade, contato social e necessidade constante de higiene.

7) Dracula (NES, 1993)


(Divulgação)

"Como a gente faz pra deixar essa capa bem assustadora?"
"Ah, sei lá, coloca um castelo sombrio."
"Nosso orçamento de uma casca de banana e um pé de moleque não nos permite comprar imagem de castelo."
"Então coloca essa guarita de pau a pique em cima de uma morrinho, satura as cores, joga um blur pior que de TV dos anos 60 e pronto. Fica parecendo castelo."
"Kkkkkk gênio."

8) Ninja Golf (Atari, 1990)


(Reprodução)

Temos que admitir que a ideia de ninjas jogando golfe é bem interessante. Basicamente, o jogo é um monte de bolas voando de um lado para o outro sem ninguém saber de onde foram arremessadas. 10/10 no Metacritic.

9) Eliminator Boat Duel (NES, 1991)


(Reprodução)

Duas observações sobre esse jogo disputado no mar de Chernobyl. Primeiro, você já reparou como, em TODA capa de jogo dos anos 80, as mulheres loiras têm 40% do peso corporal concentrado no cabelo? Segundo: se você olhar de perto, vai ver que quem está dirigindo esse barco é Agostinho Carrara.

10) Real Madrid: The Game (Wii, 2010)


(Divulgação)

Se você, como nós, ainda acha que o karma está devendo a Sergio Ramos uma resposta à altura do que ele fez com Mohamed Salah em 2018, pelo menos há o alívio de que essa foto horrível dele de boca aberta foi eternizada na capa do jogo do Real Madrid. Aliás, tá todo mundo feio nessa foto né? Deve ser por isso que a capa está esbranquiçada, assim reflete a luz e faz você olhar pro outro lado.

11) Tongue of The Fatman (Commodore 64, 1989)


(Reprodução)

Alguém, em algum lugar do mundo, pensou no conceito dessa foto. Alguém produziu, alguém fotografou, alguém aprovou. E essas pessoas hoje estão por aí, andando impunes como se nada tivesse acontecido.

12) Snow White and The Seven Clever Boys (PS2, 2006)


(Reprodução)

Este post inteiro poderia ser sobre as capas dos jogos da Phoenix, todas elas feitas por alguém que pirateou uma versão do Maya e entregou a primeira coisa que conseguiu criar trabalhando apenas nos intervalos comerciais de uma maratona dos filmes da Barbie. É ruim, claro, mas é um ruim que não tenta ser bom, então a piada na verdade está em nós dois, eu e você, que estamos aqui debatendo esta bosta. A cereja no bolo: o nome é Branca de Neve e os "clever boys" porque a Disney é dona dos anões.

13) Street Sports Baseball (Commodore 64, 1987)


(Reprodução)

Nos anos 80 e 90, tudo era "street" né? Quer dar AQUELE grau no seu jogo e atrair a molecada descolada que fica em primeiro nas leaderboards dos fliperamas? Mete um "street" no nome e taca-le pau! Porém sempre com um branco fazendo careta no meio porque quem dá o dinheiro pros jogos são as mães e a referência de radical pra elas são as pessoas que aparecem nas pegadinhas do Faustão.

14) Russell Grant's Astrology (Nintendo DS, 2009)

(Divulgação)

O sujeito na capa é um astrólogo famoso no Reino Unido. Partindo do ponto de partida que é a imagem dele que vai vender esse jogo, por que não fazer algo mais criativo? Russell Grant erguendo o arco de Sagitário, Russell Grant pelado segurando a jarra de Aquário, Russell Grant vestido de sereia e nadando como Peixes…

15) Karnaaj Rally (Game Boy Advance, 2003)


(Reprodução)

Imagine ser o Zé do almoxarifado numa empresa de games e ser obrigado a posar para a capa desse jogo porque ninguém conseguiu ter uma ideia melhor? "Vai lá, Zé, isso, agora finge que você tá numa corrida radical… isso Zé, sorria com os olhos". Enquanto isso o coitado do Zé só consegue pensar no Fiat Uno 1.0 que ele parcelou em 27 prestações.

16) Irritating Stick (PlayStation, 1998)


(Divulgação)

Eis uma capa que vai direto ao ponto, não é mesmo? Sorte nossa que esse jogo nunca foi traduzido para o português, senão o nome por aqui seria "pau irritante". É uma coisa que existe? Sim. É uma coisa que perturba a vida de muitas mulheres hetero e homens gays? Sim também. Mas todo mundo iria achar que se tratasse de um jogo para duelar com dildos e a decepção generalizada faria deste mais um game traído pelo hype.

17) Paws And Claws: Pet Vet (Wii, 2006)


(Divulgação)

Também conhecido como: "e se Hannah Montana morasse na fazenda, conhecesse a ferramenta varinha mágica do Photoshop e tivesse zero noção de proporção?".

18) Paccie (PS2, 2004 supostamente)


(Divulgação)

Meter na capa uma versão verde e nojenta do Pac Man é um ato corajoso. Mas o real destaque aqui é a EXPRESSÃO DE PRAZER do Paccie enquanto prestes a morder o fruto proibido. Tem até essa língua libidinosa saindo da caverna. Provavelmente o primeiro jogo de videogame com um orgasmo na capa.

Um detalhe curioso deste jogo, porém, é que ninguém sabe se ele realmente existe. A única evidência de que foi lançado é a capa, que vive circulando na internet.

19) Eric And The Floaters (vários, 1983)


(Reprodução)

Saca só o conceito: a capa é uma versão low budget da cena das cobras do primeiro Indiana Jones, só que as cobras são monstros e o Indiana Jones não tem pupilas e está fazendo o passo do ombrinho de Thriller.

O que vai deixar você mais surpreso, no entanto, é que este jogo é uma re-skin do primeiro Bomberman lançada no continente europeu.

20) Freestyle Metal X (PS2, 2003)


(Divulgação)

Este jogo foi lançado no mesmo ano em que o videoclipe de Seven Nation Army, dos White Stripes, o que explica muita coisa. Só não entendemos a insistência em associar o conceito "motos, couro, punk, machos, hurr durr" ao dente de ouro. É como se você não pudesse ser dos rock se não tivesse péssima higiene dentária.

21) Anticipation (NES, 1988)


(Reprodução)

Todos esses produtos dos anos 80 ou começo dos 90 que tinham famílias americanas na capa eram meio perturbadores, né? É como se todo mundo em cena estivesse desesperado para passar a impressão de divertimento, mas a gente só consegue olhar pras caras das pessoas e calcular quantos Prozac cada um tomou.

22) My Ballet Studio (Wii, 2009)


(Divulgação)

A mulher na capa está plena, mas a menina parece que passou o dia inteiro posando pra essa porcaria, ficou torta de tanto se esticar e mesmo assim ninguém gostou de nenhuma foto. O take da capa na verdade foi o último antes de ela voar no pescoço do diretor e enfiar a cara dele nesse espelho.

23) Virtual Chess 64 (N64, 1998)


(Divulgação)

O primeiro Jurassic Park já tinha cinco anos de idade quando este jogo chegou ao mercado, provando que a falta de vergonha na cara dos produtores só não era maior do que a quantidade de peitos poligonais nessa imagem.

24) Super Street Fighter Turbo II (Amiga, 1995)


(Reprodução)

Gente, o que aconteceu com essa capa? A Chun-Li está com o rosto do Fei Long, a Cammy tem escoliose (e um peito maior que o outro) e o Akuma está com o cabelo da Lisa Simpson. Mas a maior pergunta é: o que é esse negócio atrás da Cammy? É um meteoro? É o suvaco empedrado do Akuma? É uma tchebs que alguém colocou como easter egg?

25) Xenon 2 Megablast (Amiga, 1989)


(Divulgação)

Nós adoramos essa imagem pelo simples motivo de que esse peixe é IDÊNTICO àqueles memes tipo "forever alone guy" que pipocavam no começo da década. E o selo do Amiga completa a obra-prima. É como se o peixe estivesse dizendo "amiga?? o que houve??". Aliás, a cena toda é muito memeficável.

Rendia uma boa figurinha de WhatsApp né? Tamo junto, família:

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Sobre o Autor

Victor Bianchin é jornalista, já foi editor da revista Mundo Estranho e escreveu um almanaque de games. Ele tem um Rush de estimação e considera a técnica do button mashing algo subestimado.

Sobre o Blog

Em Control Freak você vai ficar por dentro das curiosidades, bizarrices e polêmicas saudáveis do universo dos games.